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Isabel dos Santos e Violas votam contra desblindagem dos estatutos do BPI

Rui Duarte Silva

Foi aprovado hoje em conselho de administração do BPI uma proposta para desblindagem dos estatutos do BPI, cujos direitos de voto estão limitados hoje a 20% do capital. Isabel dos Santos e grupo Violas votaram contra

A Comissão Executiva do BPI, liderada por Fernando Ulrich, propôs hoje ao Conselho de Administração submeter à apreciação de Assembleia Geral uma desblindagem dos estatutos do banco, atualmente com os direitos de voto limitados a 20%.

O objetivo da gestão "é eliminar o limite estatutário à contagem dos votos" e "dar instrumentos de atuação aos atuais e futuros acionistas", nomeadamente "no suporte da participação do banco em eventuais operações de concentração", lê-se no comunicado enviado ao regulador.

A Santoro, empresa da angolana Isabel dos Santos, representada por Mário Silva, votou contra a proposta de desblindagem. O grupo nortenho Violas também votou contra. Estes dois acionistas tinham-se oposto no verão de 2015, na altura da OPA do espanhol La Caixa, a uma desblindagem de estatutos do BPI. Agora voltam a fazê-lo. A Santoro é a segunda maior acionista com 18,6%.

A Comissão Executiva do BPI justifca a proposta com "as alterações muito relevantes ocorridas no sistema financeiro português ao longo do passado recente e os novos e exigentes desafios que decorrem de tais alterações". Nesse sentido, a gestão entende que "tem de dispor de todos os instrumentos possíveis para lidar com esses desafios".