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Caixa com prejuízos de €171,5 milhões em 2015

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José Carlos Carvalho

Resultados melhoraram 176,6 milhões de euros face a 2014

A CGD teve prejuízos de 171,5 milhões de euros em 2015. Este número representa, ainda assim, uma melhoria de 176,6 milhões de euros face a 2014.

O presidente executivo do banco, José de Matos, afirmou que se verificou "uma grande recuperação e melhoria da atividade a nível doméstico e internacional", mas isso "ainda não chegou para a CGD ter resultados positivos em 2015. Mas estamos próximo de o conseguir".

O banco destaca o facto de, durante o ano de 2015, a margem financeira ter chegado aos 1187,9 milhões de euros, um crescimento de 14,4% face a 2014.

A CGD alcançou, durante o ano de 2015, uma margem financeira de 1187,9 milhões de euros, um crescimento de 14,4% face a 2014.

Este crescimento é atribuído “à forte redução do custo de funding (de 506,1 milhões, menos 21,5%), que mais do que compensou a redução (de 381,1 milhões de euros, menos 11,%) nos juros de operações ativas”.

Os recursos de clientes atingiram os 73,4 mil milhões, mais 3,2% do que em 2014. Já o crédito a clientes era de 66,1 mil milhões de euros, um decréscimo de 2%.

Por outro lado, o produto bancário atingiu 2042 milhões de euros, mais 17,5%.

José de Matos referiu a herança pesada da CGD quando chegou à presidência do banco e fez questão de sublinhar que a situação da operação do banco público em Espanha, o BCG Espanha, "está neste momento ultrapassada e resolvida. Separamos a operação core dos ativos não core (colocados num bad Bank) e o banco ficou limpo". A operação deu um lucro de 25,3 milhões.

O presidente do banco antecipou-se a eventuais questões sobre o mandato da sua gestão ao dizer: "terminamos o mandato em dezembro e a comissão executiva e o conselho de administração têm orgulho no trabalho na Caixa nos últimos tempos. E esperamos que o acionista (Estado) logo que tenha tempo se dedique ã Caixa".

Acrescentou ainda: "continuaremos a vestir a camisola desta instituição e quanto ao seu futuro sabemos que está mais sólido desde que começamos a trabalhar aqui".