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Bolsas. Ásia fecha “mista”. Tóquio continua no vermelho

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Com a continuação da subida do preço do petróleo e a expetativa de que a Fed norte-americana não volte a subir, tão cedo, as taxas de juro, as bolsas asiáticas animaram-se esta quinta-feira. Mas a bolsa nipónica prosseguiu na trajetória negativa

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas da Ásia Pacífico fecharam esta quinta-feira “mistas”. Com exceção de Tóquio, a terceira bolsa mais importante do mundo, e de Taipé, as bolsas naquela região fecharam em terreno positivo, com o índice australiano ASX 200 a liderar as subidas, registando um ganho de 2,12%.

Os índices de Xangai e Hong Kong subiram mais de 1,5%. O índice CSI 300 (das trezentas principais cotadas nas duas bolsas chinesas de Xangai e Shenzhen), que serve de referência para a China, avançou 1,23%. Em Tóquio, o índice Nikkei 225 caiu 0,85% e o TOPIX perdeu 1,24%, prosseguindo a tendência negativa do dia anterior. Nos mercados fronteira (economias ainda não consideradas emergentes) asiáticos, os índices bolsistas registam ganhos, com o PSEI filipino a liderar as subidas.

O futuros em Frankfurt e em Wall Street estão em terreno positivo, o que indicia aberturas em alta. Na Bolsa de Moscovo, que já abriu, o índice RTSI (denominado em dólares) ganha 5,9% e o MICEX (denominado em rublos) sobe 1,2%.

O preço do barril de petróleo de Brent continuou na trajetória altista. O preço do Brent fechou na sessão asiática cotando-se em 35,62 dólares, uma subida ligeira de 0,37% em relação ao fecho do dia anterior. Na quarta-feira, o preço da variedade europeia subiu 8,5%, alimentado pelas declarações do ministro dos Estrangeiros russo sobre a eventualidade de uma “coordenação” entre o cartel petrolífero e a Rússia para um corte na produção, que travasse as descidas de preço.

Também as declarações à Market News de um importante banqueiro central norte-americano chamando a atenção para os malefícios de uma subida acentuada do dólar estão a alimentar a expetativa nos analistas e investidores de que a Reserva Federal (Fed) não voltará a aumentar tão cedo as taxas de juro. Uma trajetória altista continuada do dólar pode ter “consequências significativas” para a economia dos EUA, disse na quarta-feira William Dudley, presidente do Banco da Reserva Federal de Nova Iorque e membro do Comité Federal de Mercado Aberto que toma as decisões de política monetária. Os futuros das taxas de juro da Fed apontam, agora, para uma probabilidade implícita de uma segunda subida das taxas de juro inferior a 50% até à primeira reunião da Fed em 2017.