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Bolsas de Nova Iorque fecham 'mistas'. Europa lidera quedas mundiais

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Wall Street encerrou esta quarta-feira registando ganhos acompanhando uma subida de mais de 8% do preço do barril de petróleo, mas o Nasdaq caiu. Na Europa, bolsas de Copenhaga, Atenas, Milão, Madrid e Dublin com quedas superiores a 2%

Jorge Nascimento Rodrigues

Wall Street em Nova Iorque conseguiu escapar à maré vermelha desta quarta-feira na Ásia e na Europa. No NYSE, os índices Dow Jones 30 e S&P 500 fecharam com ganhos de 1,13% e 0,53% respetivamente. Mas, no caso do Nasdaq, a bolsa das tecnológicas, o índice composto desceu 0,28%. Na América do Sul, o índice iBovespa, da Bolsa de São Paulo, liderou as subidas à escala mundial registando um aumento de 2,6%.

Esta quarta-feira, o índice de pânico financeiro ligado ao S&P 500 desceu 1,6%, ao contrário do que sucedeu com o índice de volatilidade relacionado com o Nikkei japonês que disparou 19% e com o índice similar ligado ao Eurostoxx da zona euro que subiu 5,7%.

O índice MSCI para os Estados Unidos subiu 0,49%, o que puxou o índice mundial MSCI para terreno positivo, registando um ganho muito ligeiro de 0,02%. Com as quedas nos índices MSCI para a Ásia Pacífico e a Europa, o panorama bolsista mundial arriscou ficar no vermelho. Estes dois últimos índices regionais registam perdas há dois dias consecutivos.

A animação em Wall Street seguiu a subida do preço do barril de crude. O preço do Brent encerou a sessão norte-americana cotando-se em 35,27 dólares, um aumento de 8,4%, depois de dois dias em que perdeu 9,6% e desceu para o patamar dos 32 dólares. As palavras do embaixador russo dos Estrangeiros Sergei Lavrov esta quarta-feira alimentando a expetativa de uma “coordenação” entre o cartel da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e a Rússia no sentido de um corte da produção animaram o movimento altista. O que deixou na penumbra a divulgação pela Energy Information Administration dos EUA que os inventários de crude no país aumentaram em 7,8 milhões de barris, quando a previsão dos analistas era de apenas 4 milhões.

O tema de uma "coordenação" entre o cartel e outro dos três principais produtores mundiais (a Rússia) gerou no final de janeiro um movimento altista em cinco sessões consecutivas, puxando o preço do Brent de um mínimo, de quase 13 anos, de 27,10 dólares para um máximo de mais de 36 dólares.

Mas, se Wall Street fechou em terreno positivo, a Europa seguiu a trajetória de queda do dia anterior. Cinco bolsas europeias estão entre as oito à escala mundial que registaram esta quarta-feira perdas superiores a 2%. Estiveram nesse grupo, os principais índices de Copenhaga e Atenas com quebras superiores a 4%, o MIB de Milão, com um recuo de 2,85%, o Ibex 35 de Madrid, com uma perda de 2,51%, e o ISEQ de Dublin com uma descida de 2%. Os três restantes são o Nikkei 225 nipónico, o Hang Seng, de Hong Kong, e o ASX 200 australiano. O índice Eurostoxx 50 (das cinquenta principais cotadas da zona euro) perdeu quase 2%. Com quebras entre 1% e 2% incluem-se o Dax alemão, o AEX holandês, o Cac 40 francês e o FTSE britânico. O PSI 20, da Bolsa de Lisboa, perdeu 1,17%.

Nos mercados de matérias-primas, os índices subiram esta quinta-feira. O índice Bloomberg ganhou 1,9%, o CRB da Reuters subiu 2,5% e o S&P GSCI avançou 3,4%.

  • Com o preço do barril de petróleo em alta depois das declarações do ministro russo dos Estrangeiros, as bolsas de Nova Iorque abriram esta quarta-feira em terreno positivo. A maioria das principais bolsas europeias ainda está a registar perdas, com Madrid a liderar as descidas. Lisboa em linha com as quedas

  • Pelo segundo dia consecutivo, as bolsas asiáticas registaram perdas, lideradas por Tóquio, Hong Kong e Sidney. As duas bolsas chinesas de Xangai e Shenzhen regressaram a terreno negativo. Índice de pânico financeiro da bolsa nipónica disparou