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Wall Street e Europa fecharam no vermelho

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Wall Street registou perdas pelo segundo dia consecutivo. Moscovo, Oslo e Milão lideraram quedas na Europa. PSI 20, da Bolsa de Lisboa, perdeu quase 2%. Preço do petróleo desceu mais de 4%

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas mundiais fecharam esta terça-feira no vermelho. O índice MSCI global, que abrange todas as bolsas do mundo, perdeu 1,78%, entrando em terreno negativo pela primeira vez em fevereiro.

Em Nova Iorque, o NYSE e o Nasdaq, as duas mais importantes bolsas do mundo, fecharam em terreno negativo. Os índices de Wall Street registaram perdas pelo segundo dia consecutivo, como o Dow Jones 30 a cair 1,8% e o S&P 500 a descer 1,72%. O Nasdaq, a bolsa das tecnológicas, inverteu a trajetória positiva de segunda-feira e encerrou com uma queda de mais de 2% no índice composto, em que 56 das cotadas registaram perdas superiores a 10%. O índice MSCI para os EUA caiu 1,91%.

Na Europa, Moscovo, Oslo e Milão lideraram as descidas com os principais índices a caírem mais de 3%. O índice MSCI para a região perdeu 2,06%. O Eurostoxx 50 (das cinquenta principais cotadas na zona euro) fechou com uma perda de 2,39%, com quatro bancos europeus – Société Générale, BNP Paribas, Santander e ING - incluídos naquele índice a registarem quedas superiores a 5% na sessão desta terça-feira. O índice RTSI (cotadas em dólares) de Moscovo perdeu 4% e o índice OSE de Oslo caiu 3,1%. Rússia e Noruega são duas economias muito sensíveis ao preço do crude.

Nos periféricos do euro, o índice MIB da Bolsa de Milão liderou as perdas ao cair 3,05%, seguido do Ibex 35 que recuou 2,96%, e do PSI 20, da Bolsa de Lisboa, que desceu 1,98%. O índice de Dublin caiu 1,43%, o de Atenas recuou 0,84% e o de Nicósia registou a menor quebra, de apenas 0,1%. A Bolsa de Milão continua a revelar-se muito sensível ao problema da reestruturação da banca italiana – quatro bancos cotados listados no MIB perderam mais de 5% na sessão de hoje: Banca Monte dei Paschi di Siena, Banca Popolare Emilia Romagna, Banca di Milano e UBI.

Nas Américas, a maior queda do dia foi registada pelo índice iBovespa da Bolsa de São Paulo com uma queda de 4,9%, a maior do dia, superior à registada em Moscovo com o RTSI.

Recorde-se que a região asiática, que foi a primeira a encerrar esta terça-feira, registou uma queda de 0,76%, segundo o indice MDCI respetivo.

O preço do barril de Brent continuou a cair pelo segundo dia consecutivo. Fechou a sessão norte-americana cotando-se 32,65 dólares, uma queda de 4,4% em relação ao fecho do dia anterior. A mesma tendência de baixa verificou-se nos índices para o conjunto das matérias-primas: o índice da Bloomberg perdeu 1,45%, o CRB da Reuters caiu 2,02%, e o S&P GSCI recuou 2,52%.

Mercado de futuros duvida que Fed mexa novamente nas taxas de juro

Os desenvolvimentos financeiros globais e domésticos produziram outro impacto assinalável nas probabilidades de um segundo aumento das taxas de juro pela Reserva Federal norte-americana (Fed) ainda este ano. Segundo os futuros dessas taxas, de acordo com a contagem decrescente da CME para as próximas reuniões da Fed, nem mesmo na última reunião de 2016, a 21 de dezembro, a probabilidade chega a 50%, fica-se por 39%, quando ainda ontem era de 51%. Até na reunião de 1 de fevereiro de 2017, a probabilidade é, de apenas, 41%.

Estas probabilidades indicam que, segundo o mercado de futuros, a equipa de Janet Yellen, na Fed, não tomará, este ano, mais nenhuma decisão de subida das taxas de juro.

O índice de pânico financeiro aumentou esta terça-feira na Europa e nos EUA. Designados por VIX, estes índices de volatilidade subiram 10% no relacionado com Wall Street, e 6,7% no ligado ao Eurostoxx 50.