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Dívida portuguesa. Prémio de risco volta a subir

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O prémio de risco da dívida portuguesa subiu esta terça-feira mais do que nos restantes periféricos do euro. Juros das Obrigações do Tesouro em alta. Preço dos contratos contra risco de bancarrota sobem mais para Grécia, Portugal e Itália

Jorge Nascimento Rodrigues

As yields das Obrigações do Tesouro português (OT), no prazo de referência a 10 anos, subiram esta terça-feira seis pontos base, fechando em 2,79%, na linha que vence em outubro de 2025. Na linha de OT que vence em julho de 2026 – e que foi lançada agora em janeiro -, as yields subiram para 2,98%, um aumento de cinco pontos base em relação ao dia anterior. Foram aumentos superiores aos registados para as yields das obrigações espanholas, italianas e gregas.

Em virtude das yields das obrigações alemãs a 10 anos terem descido cinco pontos base esta terça-feira, os prémios de risco dos periféricos subiram significativamente. O prémio de risco é o diferencial no prazo a 10 anos entre o custo de financiamento de uma dívida de um dado país na zona euro e o custo de financiamento da dívida alemã que serve de referência.

O prémio de risco da dívida portuguesa subiu hoje 12 pontos base para 249 pontos base, na referência da linha de OT que vence em outubro de 2025. Se tomarmos em consideração a outra linha de OT que vence em julho de 2026, o prémio de risco subiu para 268 pontos base. Nas duas circunstâncias, o risco país está acima do registado aquando do pico da crise grega no verão de 2015 e do seu efeito de contágio.

Em termos de seguro contra o risco de bancarrota, o preço dos credit default swaps (acrónimo cds) a cinco anos subiu hoje mais acentuadamente, em termos relativos, para a Grécia, Portugal e Itália. O custo dos cds para a dívida portuguesa subiu para 239,82 pontos base. No final de janeiro estava em 222,39 pontos base.