Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Culto do vinho verde voltou a crescer

  • 333

Com exportações na ordem dos 51,7 milhões de euros, vinho verde praticamente esgotou a produção em 2015, aumentando o valor de vendas para o mercado internacional em 10% face ao ano anterior

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

DR

A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) vai injetar 3 milhões de euros na promoção da denominação de origem vinho verde e na vertente enoturística da rota dos vinhos verdes ao longo de 2016, investimento ditado pela crescente procura externa do segundo vinho português com denominação de origem controlada (DOC), não licoroso, mais vendido além-fronteiras.

Com um aumento do valor das exportações de 10% em 2015, correspondente a 51,7 milhões de euros, a estratégia da CVRVV para os próximos três anos passa pela subida das exportações para 50% do vinho produzido, fasquia atualmente fixada um pouco acima dos 40%. Em irreversível crescimento fora do país desde o ano 2000 após ter vingado durante décadas sobretudo junto das comunidades emigrantes, a promoção dos vinhos verdes terá como principais mercados-alvo, além de Portugal, EUA e Alemanha, os dois principais importadores dos vinhos conhecidos pelo sabor frutado, leveza calórica e baixo teor alcoólico.

Num ano em que o vinho verde chegou pela primeira vez ao mercado de mais de 100 países, os norte-americanos lideram isolados o culto do copo de verde, absorvendo 25% das exportações (12,5 milhões de euros), seguindo-se a Alemanha (9,3 milhões), França (6 milhões), Canadá (3,6 milhões) e a Suíça (2,2 milhões).

O mercado nórdico, em particular a Suécia - que registou um aumento de 36% -, vai estar ainda na mira das ações de marketing de 2016, estando a ser preparadas ações para exportação de vinhos do segmento premium. De acordo com Manuel Pinheiro, presidente da CVRVV, a promoção da “denominação de origem vinho verde será essencial num ano de grande produção, dada a boa vindima de 2015, com uma colheita de 60 milhões de litros de vinhos, 20% superior à registada no ano transato”.

Entre as castas que mais cresceram nas exportações (15%), o destaque vai para o Loureiro e Alvarinho, enquanto os rosados já representam 5% do negócio do vinho verde, a par de uma forte valorização do espumante de vinho verde branco, que registou um aumento de 38 mil para 148 mil litros, graças à introdução do novo método de produção em cuba fechada que está a atrair investimentos na região da região.

O ano de 2015 ficou ainda marcado pelo aumento médio do preço de venda dos vinhos produzidos na maior região vitivinícola de Portugal, situado nos 2,30 euros para exportação e 3,80 euros no mercado interno.