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Ásia Pacífico fecha no vermelho. China é exceção

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As posições inverteram-se esta terça-feira. Tóquio fechou com perdas e as duas bolsas chinesas registaram ganhos superiores a 2%. As restantes principais bolsas asiáticas encerraram com os índices em queda. Preço do Brent continua a cair

Jorge Nascimento Rodrigues

A trajetória negativa de fecho em Wall Street na segunda-feira prosseguiu esta terça-feira na Ásia Pacífico. Mas as posições nesta região inverteram-se em relação ao dia anterior. Tóquio encerrou com perdas e a China registou ganhos. A descida na bolsa nipónica foi seguida por Sidney, Seul e Taiwan, e Hong Kong negociava em terreno negativo. Nos mercados fronteira (economias que ainda não são consideradas emergentes) asiáticos, a trajetória dos índices bolsistas era também de descida. Os futuros em Frankfurt e em Wall Street estão em terreno negativo, o que indicia aberturas em baixa na Europa e nos EUA.

O preço do barril de Brent continuou a trajetória de baixa iniciada no dia 1 de fevereiro quando se esvaziou o rumor de uma reunião de emergência ainda este mês para "coordenar" uma descida da produção diária do cartel petrolífero apoiada pela Rússia. O preço do Brent, a variedade europeia de referência internacional, fechou a sessão asiática de hoje com uma queda de 1,2%, cotando-se em 33,75 dólares pelas 7h30 (hora de Portugal), depois de ter atingido um pico de 35,90 na última semana de janeiro.

Numa nota publicada esta terça-feira, a Goldman Sachs sublinha que continua a achar que "um corte coordenado da produção [do cartel e da Rússia] é altamente improvável e, em última análise, contraproducente". Prevê que o preço do barril de crude oscile no primeiro semestre do ano entre 20 e 40 dólares.

Na China, o índice CSI 300 - das trezentas principais cotadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen - subiu 2,08%, depois de uma queda de 1,53% no dia anterior. Em Tóquio, o índice Nikkei 225 desceu 0,64% e o índice Topix recuou 0,73%. O efeito positivo da decisão surpresa do Banco do Japão - ao cortar para terreno negativo a taxa de remuneração dos depósitos, seguindo o exemplo de alguns bancos centrais europeus - na última sessão de janeiro parece ter passado. O índice Hang Seng, de Hong Kong, perdeu cerca de 0,8%. O índice ASX 200 australiano liderou as quedas na Ásia Pacífico, com uma descida de 1%.

A Ásia Pacífico encerrou a sessão de ontem com um ganho de 1,07%, segundo o índice MSCI para a região, o que puxou para terreno positivo o índice global MSCI (que abrange todas as bolsas do mundo), que encerrou com um ganho de 0,26%. A Europa fechou ontem com um ganho de 0,43% e os EUA perderam ligeiramente 0,02%, segundo os índices MSCI respetivos.

  • NYSE fechou esta segunda-feira com perdas, mas Nasdaq registou ganhos. Na Europa, Moscovo, Estocolmo e MiIão lideraram quedas. Dublin, Atenas e Lisboa escaparam à maré vermelha. Preço do Brent desce mais de 5%. Juros da dívida na zona euro subiram