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Bolsas da Ásia fecharam “mistas”. China regressou ao vermelho

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Bolsa de Tóquio continuou animada esta segunda-feira com a decisão do Banco do Japão de final de janeiro. Mas as duas bolsas chinesas e Hong Kong fecharam registando perdas. Preço do Brent desceu depois de cinco sessões a subir no final de janeiro

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas da região da Ásia Pacífico inauguraram fevereiro com um fecho “misto” nas suas principais praças financeiras. A Bolsa de Tóquio encerrou com ganhos de 1,98% no índice Nikkei 225 e 2,14% no índice Topix.

O efeito da decisão surpresa do Banco do Japão na última sessão de janeiro, ao cortar para terreno negativo a taxa de remuneração dos depósitos, obrigando os bancos a restringir o parqueamento de fundos nos cofres do banco central, continua a alimentar o “sentimento” positivo na bolsa nipónica.

Mas, na China e em Hong Kong, as bolsas fecharam no vermelho. Esta segunda-feira, foram divulgados os índices PMI (que refletem a opinião dos decisores de compras nas empresas) para janeiro que apontam para a continuação de uma contração no sector industrial e para um abrandamento no sector de serviços. A contração no sector industrial chinês sucede pelo 11º mês consecutivo, mas em janeiro foi ligeiramente menos severa do que no mês anterior. O índice de referência CSI 300 (das trezentas principais cotadas nas duas bolsas de Xangai e Shenzhen) fechou a perder 1,53%, depois de um afundamento de 21% durante janeiro. A bolsa de Xangai fechou a descer 1,78% e a de Shenzhen recuou 1,04%. O índice Hang Seng, em Hong Kong, perdeu cerca de 1%.

Venezuela em ronda de negociações

O preço do barril de Brent, a variedade europeia de referência internacional, desceu 1,9% na sessão asiática desta segunda-feira depois de cinco sessões consecutivas em janeiro a subir alimentadas pelo rumor de um acordo futuro entre a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e a Rússia para um corte da produção diária.

Ainda na sexta-feira passada, o ministro da Energia russo Alexander Novak disse que nenhuma reunião de emergência do cartel - a que a Rússia não pertence - está agendada para fevereiro, apesar de uma proposta nesse sentido da Venezuela. O ministro dos petróleos de Caracas inicia esta semana uma ronda pela Rússia, Qatar, Irão e Arábia Saudita no sentido de defender a sua proposta de reunião de emergência ainda este mês para procurar uma "coordenação" de uma redução da produção do cartel e da Rússia. Novak reafirmou que os russos estarão dispostos a cortar a produção se for uma decisão coletiva coordenada.

O preço do Brent fechou pelas7h30 (hora de Portugal) cotando-se em 35,20 dólares. Em janeiro chegou a descer para 27,10 dólares, mas fechou em 35,90 dólares. No mês passado observou-se em muitas sessões uma correlação positiva entre as variações do preço do petróleo e a volatilidade nas bolsas. O índice da Bloomberg para as matérias-primas desceu 1,03%.

O quadro fundamental no mercado petrolífero não se alterou. Os inventários de crude nos EUA aumentaram em 8,4 milhões de barris por dia. Na OPEP, Irão, Iraque e Arábia Saudita aumentaram a produção em janeiro. O cartel atingiu inclusive um pico de produção em janeiro na sua história recente.

Os futuros em Frankfurt estão ligeiramente acima da linha de água mas em Wall Street situam-se em terreno negativo.