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BCP volta a dar lucro cinco anos depois

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BCP apresentou lucros em 2015, ainda assim abaixo de algumas previsões

Isabel Vicente

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Lusa

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José Caria

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O banco BCP teve lucros de 235,3 milhões de euros em 2015, o que compara com o prejuízo de 226,6 milhões de euros registado em 2014. Trata-se do primeiro resultado anual positivo em cinco anos (desde 2010).

A informação foi avançada pelo presidente da instituição, Nuno Amado, em conferência de imprensa, tendo destacado que os lucros do ano passado acontecem após quatro exercícios com as contas no vermelho.

O responsável destacou que em 2015 houve um crescimento de 16,6% da margem financeira (um dos principais indicadores bancários) para 1.301,6 milhões de euros e a redução dos custos de 3,7% para 1.106,5 milhões de euros, sendo que a diminuição de custos em Portugal foi maior, de 7%, para 636,2 milhões.

O lucro agora apresentado fica, no entanto, abaixo do estimado por alguns analistas do mercado financeiro.

As imparidades continuam elevadas mas diminuíram face a 2014. Totalizaram 833 milhões de euros em 2015 quando em 2014 tinham ascendido a 1,1 mil milhões de euros.

Verificou-se também uma diminuição da utilização de financiamento líquido do BCE de 6,6 mil milhões para 5,3 mil milhões de euros. O rácio de capital (core tiver 1) está nos 13,3 por cento.

As operações internacionais do BCP contribuíram com 290,6 milhões de euros em 2015. A operação em Angola registou um lucro de 75,7 milhões - mais 50% do que em 2014. A operação em Moçambique registou um lucro ligeiramente superior, 84,2 milhões de euros. Apenas a Polónia registou uma queda dos lucros de 26% para 130,7 milhões.

BCP lança metas para 2018

O presidente do BCP, Nuno Amado, traçou um plano de desafios até 2018. Quer que o banco passe dos 671 balcões para menos de 570 em 2018, que os clientes com acesso digital cresçam de 26 por cento para 35 por cento e que o número de clientes Prestige atinja mais de 10 mil (está atualmente nos 6 mil). Uma das apostas se reduzir o custo por cliente e melhorar o crédito em risco.

O rácio de capital deveria manter-se nos 13,3% e melhorar substancialmente o cost to income de 55,4% para menos de 50%, entre outros fatores.

Os desafios passam por reforçar o apoio às empresas, melhorar recuperação de crédito, a rendibilidade, o capital e simplificar modelo.

Nuno Amado: “Porquê a pressa?”

O presidente do BCP diz que o tema Banif está a ser analisado e haverá respostas para saber o que aconteceu. Nuno Amado respondia a uma questão colocada sobre os custos do Banif.

E explicou: “Quem quer forçar vender um ativo, perde sempre. Quem vende ativos deve ter tempo para fazer operações”. O tema Banif não “correu bem” e a questão que se coloca é “porquê a pressa e porquê nestas condições? “Porque não teve um custo diferente?”.