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Risco da dívida regressou ao verão quente de 2015

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O prémio que Portugal paga para se financiar subiu para níveis que não se verificavam desde a crise grega

Janeiro começou mal para a dívida portuguesa. O stresse regressou aos juros das obrigações no mercado secundário da dívida, ao prémio de risco (spread) e aos credit default swaps (acrónimo CDS), que funcionam como contratos para cobertura do risco de incumprimento da dívida soberana. No entanto, há que sublinhar que os juros das Obrigações do Tesouro (OT) se encontram em níveis historicamente baixos, inferiores inclusive aos que se registavam antes da grande crise financeira de 2008. Não há, também, qualquer comparação com o disparo acima de 5% ocorrido a partir de meados de 2010 quando se começou a falar de crise das dívidas soberanas na zona euro.

O pico do nervosismo no mercado da dívida portuguesa centrou-se nos dias 20 e 21 de janeiro. Os juros das OT no prazo de referência, a 10 anos, galgaram, a 21 de janeiro, os 3% e o prémio de risco da dívida subiu para 264 pontos base, um nível superior ao registado em junho e julho do ano passado, aquando do pico da crise helénica antes do acordo para um terceiro resgate à Grécia. Nos dois dias seguintes, os juros continuaram a manter-se acima de 3%; depois recuaram.

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