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Volkswagen pode ter de comprar os veículos que defraudou

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A braços com um dos maiores escândalos da história automóvel, a empresa alemã terá de adquirir todos os veículos que não reparar a tempo. A recolha já começou a ser feita na Europa

Na sequência do escândalo de fraude causada pelo dispositivo que distorcia as emissões poluentes libertadas pelos motores equipados em vários dos seus modelos, a Volkswagen pode ter de comprar os veículos a diesel que não conseguir reparar.

A revelação foi feita por um dos advogados do construtor alemão, que, de acordo com o “The New York Times”, considera a resolução das irregularidades “uma questão de tempo”. “A Volkswagen encontrará uma solução. A questão é que para alguns dos veículos essa solução poderá estar distante”, assumiu o representante da marca num dos julgamentos do caso.

A notícia representa um custo acrescido para a VW, que só nos Estados Unidos estima ter de fazer uma recolha de 600 mil veículos. Os reguladores do estado da Califórnia não estão convencidos e a solução poderá mesmo passar por um acordo com os donos de carros fraudulentos, através da compra desses mesmos veículos ou da troca por novos modelos da marca.

O volume de veículos por reparar é incomportável para as oficinas da marca. Os responsáveis dizem que ficarão “ocupados durante todo o ano”

O volume de veículos por reparar é incomportável para as oficinas da marca. Os responsáveis dizem que ficarão “ocupados durante todo o ano”

JULIAN STRATENSCHULTE / EPA

A Volkswagen chegou a um compromisso quanto à situação na Europa, onde irá proceder à alteração dos motores defeituosos e à introdução de uma peça que reduz o volume de emissões poluentes. Forçada pelos reguladores, a recolha e reparação de quase nove milhões de automóveis arrancou esta semana.

O escândalo remonta ao ano passado, quando a Volkswagen manipulou vários motores diesel para serem aprovados nos testes de emissão de gases poluentes. A fraude afetou cerca de 11 milhões de viaturas da marca e fará a empresa pagar milhões de dólares em multas e indemnizações. Apesar do escândalo, o Grupo Volkswagen terminou o ano passado como líder de vendas na União Europeia, um crescimento de 6,1% em relação a 2014.