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Quatro ex-administradores do BPP acusados de fraude, abuso de confiança e branqueamento

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É a terceira acusação a ser deduzida no âmbito dos processos ligados ao BPP

Foi divulgado esta sexta-feira que o Ministério Público acusou seis arguidos, incluindo quatro ex-administradores do Banco Privado Português (BPP), dos crimes de fraude fiscal qualificada, abuso de confiança e branqueamento de capitais, crimes cometidos entre 2003 e 2008.

Esta foi a terceira acusação a ser deduzida no âmbito dos processos ligados ao BPP, caso que já levou ao banco dos réus figuras como João Rendeiro (ex-presidente) ou os ex-administradores Paulo Guichard e Salvador Fezas Vital, absolvidos pela Justiça.

A investigação agora concluída apurou que o valor dos rendimentos não declarados pelos arguidos ao Estado em sede de IRS corresponde a quase 16,5 milhões de euros, relativos aos anos fiscais de 2003 a 2008. Quanto ao crime de abuso de confiança, a investigação apurou que houve a apropriação ilegítima por parte dos arguidos de fundos da titularidade do BPP, no valor de quase 30 milhões de euros (29.538.293 euros).

Na acusação, o MP pede uma indemnização civel, em representação do Estado, pelo valor dos rendimentos recebidos e não declarados pelos arguidos em sede de IRS e respetivos juros de mora, no valor de quase 10 milhões de euros.

O MP sublinha que alguns arguidos efetuaram o pagamento voluntário das verbas no decorrer do inquérito. Durante a investigação foram arrestadas contas com um saldo total não inferior a 12 milhões de euros.

A investigação foi dirigida pela 9ª secção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, com a colaboração da equipa conjunta formada pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ e pelos técnicos da Autoridade Tributária.