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Processo de venda da Açoreana prevê manutenção dos postos de trabalho

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Venda do Banif: Mário Centeno responde às questões dos deputados da Comissão de Orçamento. Audição terminou depois das 23h00 de 29 de janeiro

Marcos Borga

Aos deputados da Comissão de Orçamento, Centeno garante que o processo de venda da companhia de seguros Açoreana, originalmente propriedade do grupo Banif, está em fase de conclusão e prevê a manutenção dos postos de trabalho

O ministro das Finanças, Mário Centeno, afirmou hoje que o processo de venda da companhia de seguros Açoreana, originalmente do grupo Banif, está em fase de conclusão e prevê a manutenção dos postos de trabalho. "O processo de venda da Açoreana está praticamente concluído. Há duas propostas em cima da mesa e a proposta que está a ser negociada, do ponto de vista da manutenção dos postos de trabalho, não tem prevista nenhuma perda de emprego", disse o ministro das Finanças, no parlamento.

Mário Centeno, que está a ser ouvido na Comissão de Orçamento no âmbito da venda do Banif, reforçou que "o processo de venda está em curso, nas suas fases finais, e um dos objetivos é a proteção do emprego".

Questionado pelos vários deputados que integram a Comissão parlamentar sobre se a venda da companhia de seguros salvaguarda a manutenção dos cerca de 700 postos de trabalho da Açoreana, o titular da pasta das Finanças vincou que "a informação que tem é que esse objetivo poderá vir a ser concretizado"

"O processo de venda está na sua fase final. Aquilo que eu sei do processo é que a proposta que está a ser discutida não tem previsão de nenhuma perda de emprego, mas para honestidade de todos nós, a venda não está materializada", sublinhou Mário Centeno. Segundo o relatório de contas de 2014 da seguradora, divulgado a 31 de dezembro, a Açoreana arrisca perder 40 milhões de euros que tinha investido em ações do Banif no âmbito da medida de resolução aplicada ao banco e que afetou os acionistas da instituição.

Em 31 de dezembro do ano passado, a Açoreana tinha 7.173.244.609 ações (mais de 7 mil milhões de títulos) do Banif, ao preço médio de aquisição de 0,01 euros (um cêntimo), pelo que o valor total ascendia a 71,7 milhões de euros. Esta participação no capital do banco estava, contudo, registada no balanço por um valor inferior ao da aquisição, de 40,887 milhões de euros. A 20 de dezembro, um domingo ao final da noite, o Governo e o Banco de Portugal anunciaram a resolução do Banif, com a venda de parte da atividade bancária ao Santander Totta, por 150 milhões de euros, e a transferência de outros ativos - incluindo 'tóxicos' - para a nova sociedade veículo Naviget. É nesta nova empresa que fica a Açoreana.

A Açoreana teve no primeiro semestre prejuízos de 1,5 milhões de euros (melhor do que os 3,7 milhões de prejuízo de período homólogo de 2014) e era considerada pelo Banif uma "unidade operacional descontinuada", estando para venda.