Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Fotos de Tiananmen na posse de chineses

  • 333

Imagem de arquivo da manifestação em Tiananmen, a 5 de junho de 1989, quando um estudante chinês se posicionou diante de um tanque do exército

Stringer / Reuters

Venda da agência fotográfica Corbis ao Visual China Group levanta alerta de censura

A venda da agência fotográfica Corbis ao Visual China Group está a provocar polémica, pois irá colocar sob propriedade de uma empresa chinesa as famosas fotografias da manifestação de Tiananmen que o Partido Comunista Chinês tem agressivamente censurado desde 1989.

O banco de imagens Corbis, fundado por Bill Gates em 1989 e sedeado em Seattle, cresceu muito ao longo dos anos, nomeadamente com a aquisição em França da coleção Sygma e dos 11 milhões de imagens do arquivo Bettmann. A Corbis tem anunciado vendas de 250 milhões de dólares (239 milhões de euros) por ano, mas não consegue apresentar lucros.

O negócio coloca sob domínio do Visual China Group imagens icónicas como a de Marylin Monroe com a saia a esvoaçar sobre a grelha do metro ou Albert Einstein com a língua de fora.

O “New York Times” refere uma fonte envolvida no negócio, que assegura que as imagens de Tiananmen irão continuar a ser vendidas para todo o mundo, mas também continuarão a ser censuradas na China. “Há muitas imagens no arquivo, incluindo algumas de Tiananmen, que são da Associated Press ou da Reuters, e nesse caso apenas funcionamos como agência de licenciamento a terceiras partes”

O negócio, cujos valores não foram divulgados, abrange o vídeo e os bancos de imagens, mas não a divisão de product placement, notícias de celebridades ou licenciamento de música.

A Visual China também fechou um negócio com o principal rival da Corbis, a Getty Images, para distribuir as suas fotografias em todo o mundo (exceto na China). Fica assim a dominar um conjunto superior a 200 milhões de imagens fotográficas.