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Bolsas de Nova Iorque fecham com ganhos. Preço do petróleo acima de $35

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Maré vermelha nas principais bolsas da Europa não contagiou Wall Street. Preço do barril de Brent chegou a aproximar-se de 37 dólares. Bolsas mundiais fecham com ganhos de 0,16%

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas de Nova Iorque fecharam esta quinta-feira com ganhos, depois de no dia anterior terem caído mais de 1% reagindo negativamente ao comunicado da Reserva Federal norte-americana (Fed). Em Wall Street, no NYSE, os índices Dow Jones 30 e S&P 500 registaram subidas de 0,78% e 0,51% respetivamente. No Nasdaq, a bolsa das tecnológicas, o índice geral subiu 0,86%.

Em virtude do fecho em terreno positivo das bolsas nova-iorquinas com um ganho global de 0,49% e do bom desempenho nas bolsas das economias emergentes e de fronteira, o índice MSCI mundial subiu 0,16% esta quinta-feira. A região da Ásia Pacífico fechou ligeiramente acima da linha de água, com um ganho de 0,02%, e a Europa registou o pior desempenho do dia com uma queda de 0,93%.

Ontem, as referências da Fed à necessidade de “monitorizar de perto” o andamento da conjuntura financeira e económica global tiveram um impacto negativo. Hoje, o desempenho bolsista em Nova Iorque voltou a correlacionar-se com a trajetória do preço do petróleo, que continuou a subir pelo terceiro dia consecutivo.

Os rumores sobre a possibilidade de um acordo entre a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e a Rússia têm provocado um distanciamento do preço do barril de Brent, a variedade europeia de referência internacional, em relação ao mínimo de 27,10 dólares registado a 20 de janeiro, um mínimo de quase 13 anos. Para alguns analistas esse terá sido o ponto mínimo, de viragem, do atual ciclo de baixa do preço do crude.

O preço do barril de Brent fechou em 35,27 dólares, registando uma subida de mais de 4% em relação ao encerramento do dia anterior. O preço variou esta quinta-feira entre um mínimo de 33,40 dólares e um máximo de 36,73 dólares.

Depois da Ásia Pacífico ter fechado no vermelho em Xangai e em Tóquio, duas das mais importantes bolsas mundiais, a maré vermelha alastrou na Europa.

Todas as grandes praças financeiras europeias registaram perdas, com Milão, Frankfurt e Zurique a liderarem as quedas bolsistas. O índice MIB de Milão perdeu 3,49%, com três bancos – Banca de Milano, Banca Monte dei Paschi di Siena e Banca Pop. Emilia Romagna - a liderarem quedas acima de 7,5%. Desde início do ano, o MIB já perdeu 15%. A incerteza sobre a solução para a reestruturação da banca transalpina, que regista um crédito mal parado na ordem dos 350 mil milhões de euros, domina o sentimento negativo dos investidores, apesar de um acordo entre o governo de Matteo Renzi e a Comissão Europeia para a criação de um “banco mau” assente em um sistema de garantias pelo Estado. O índice Dax alemão caiu 2,44% e o índice suíço SMI recuou 2%.

Na Bolsa de Lisboa, o índice geral ficou ligeiramente acima da linha de água e o PSI 20 perdeu ligeiramente 0,03%.