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Bolsa. Janeiro corre bem à Jerónimo Martins e mal ao BCP e Altri

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A Jerónimo Martins é o principal destaque na Bolsa portuguesa em janeiro. Mas esta quinta-feira quem mais sobe é o BPI e a Galp

Na penúltima sessão de janeiro, a bolsa de Lisboa está quinta-feira a negociar em alta ligeira (+0,5%), impulsionada pela Galp (1,7%) e BPI (1,8%).

Em 2016, janeiro voltou a ser um mês de perdas, tal como sucedeu nos dois anos anteriores e desmentindo o mito de que a entrada de dinheiro fresco no mercado era um fator indutor da procura. Com o medo de uma recessão mundial, os investidores começam por penalizar a banca, pressionados numa ambiente de taxas de juro baixas.

A banca ibérica não escapa ilesa e, no caso português o BCP foi o mais fustigado. Desvaloriza este mês 22%, triplicando a queda do BPI. O BCP sofre na Polónia da ameaça por resolver da transformação em moeda local das hipotecas em francos suíços, admitindo-se que banco possa levar um rombo de 1000 milhões de euros. Este mês, o BCP já perdeu 600 milhões de euros. Esta quinta-feira perde 0,52%.

Só JM e Impresa valorizam em janeiro

O BPI apresentou esta quarta-feira lucros generosos (236,4 milhões de euros), depois dos prejuízos (163 milhões) do exercício anterior e superando as estimativas dos analistas. Esta quinta-feira a ação lidera as valorizações, mas o fator resultados é irrelevante face á questão central do banco – como se resolve o dilema do BFA em Angola, e depois quem fica a mandar no banco. Quem sabe se a solução futura não passa por uma operação em que Isabel dos Santos entrega os 18% que detém no BPI, negociando a aqusição dos 51% que lhe escapam no BFA.

Janeiro está a correr bem à JM, uma das duas cotadas do PSI (a outra é a Impresa) que regista ganhos. O bom desempenho das vendas no 4.º trimestre de 2015 e a decisão favorável na Polónia, no caso da taxa sobre os retalhistas, justificam este novo fôlego da Jerónimo Martins. A empresa ganha esta quinta-feira 0,5% e acumula no mês uma valorização de 3,5%.

Altri corrige

A Altri, que duplicara de cotação em 2015, está entre as mais sacrificadas de janeiro, logo a seguir à Mota Engil (-25%) e BCP. Perde 21%, ou seja 205 milhões de valor bolsista. Até a Corticeira Amorim ( que não faz parte do PSI-20) bate a Altri em capitalização.

Esta quinta-feira, a Altri é uma das cinco cotadas em queda, com uma perda ligeira. A empresa ressente-se da baixa do preço da pasta de papel na China que representa 35% do consumo mundial. A Portucel está também em modo de desvalorização (-13%).

A Semapa tem uma desvalorização idêntica, encolhendo a fortuna da família Queiroz Pereira. A Semapa fechara 2015 com uma capitalização acima da cifra mágica dos 1000 milhões de euros, mas em janeiro perdeu 100 milhões em bolsa. A perda da família Mota (62% da Mota-Engil) tem uma dimensão idêntica.