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Presidente do Santander afirma que a compra do Banif foi a solução menos cara

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Ana Botín, presidente do Santander

SERGIO PEREZ / REUTERS

O Santander incluiu a compra do Banif nos resultados de 2015 como um “resultado não recorrente positivo” de 283 milhões de euros

A presidente do Santander, Ana Botín, considerou esta quarta-feira que a compra do Banif, por 150 milhões de euros, foi a melhor solução para o Governo e para a economia portuguesa, afirmando que a alternativa "seria muito mais cara".

O Santander incluiu a compra do Banif nos resultados de 2015 como um "resultado não recorrente positivo" de 283 milhões de euros, apesar de ter pagado 150 milhões de euros pelo banco português.

No relatório que acompanha os resultados anuais do Santander - que lucrou 5,996 mil milhões de euros em 2015, mais 2,6% do que no ano anterior - o Banif vem referido uma vez, no item "[efeitos] Não recorrentes positivos".

Ou seja, o Santander valoriza o Banif nas suas contas em 283 milhões, um valor acima dos 150 milhões que o banco espanhol pagou pela entidade portuguesa.

Questionada pela agência Lusa sobre como o Santander chegou a este valor de 283 milhões de euros, incluído nas contas, Ana Botín respondeu que "uma das considerações importantes na compra do Banif era que o comprador pudesse dar estabilidade ao banco e aos clientes o mais cedo possível".

"E isso foi algo que podíamos oferecer ao Governo e à economia portuguesa", considerou esta quarta-feira Ana Botín na conferência de imprensa para apresentação dos resultados de 2015 do Grupo, em Madrid.

Assim, acrescentou, qualquer alternativa à venda do Banif por 150 milhões ao Santander, "seria muito mais cara". "O valor a que chegamos foi bom para todas as partes. A alternativa teria sido muito mais cara e foi isso que o Governo português considerou", disse a presidente do Santander.

O Governo português considerou - disse Ana Botín - "qual era o maior interesse do país e do sistema financeiro, qual era a solução mais atrativa e o impacto para os clientes", já que "o banco estava a registar uma saída importante de depósitos".

"Da nossa parte, fizemos uma análise que o investimento nos desse um retorno no mínimo em três anos", concluiu.