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Bolsas. Ásia fecha “mista”, China continua a cair

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As bolsas chinesas de Xangai e Shenzhen registaram, de novo, quedas esta quarta-feira, mas muito ligeiras comparadas com a derrocada do dia anterior. Tóquio liderou subidas com os índices a ganharem mais de 2%. Hoje é dia da Fed anunciar decisões

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas chinesas voltaram a registar quedas esta quarta-feira, mas ligeiras. O índice CSI 300 (das trezentas principais cotadas nas duas bolsas de Xangai e Shenzhen), que serve de referência, recuou 0,35%, uma queda muito ligeira comparada com a derrocada de mais de 6% do dia anterior.

Mas o resto da Ásia Pacífico, com exceção da Austrália, registou ganhos. A Bolsa de Tóquio liderou as subidas com os dois principais índices a avançarem mais de 2,5%, no dia em que os investidores aguardam pela divulgação - pelas 19h (hora de Portugal) - das decisões de política monetária da Reserva Federal norte-americana (Fed). A comunicação do comité de política monetária norte-americano ocorrerá já depois do fecho da sessão bolsista europeia, mas ainda a tempo de influenciar as últimas duas horas de negociação em Wall Street e no Nasdaq.

Volatilidade no preço do petróleo

O preço do petróleo continuou a registar volatilidade com o barril de Brent, a variedade europeia de referência internacional, a variar entre 31,7 e 32,6 dólares durante a sessão asiática. Pelas 7h30 (hora de Portugal), o preço do Brent fechava em 31,89 dólares, ligeiramente abaixo do preço de encerramento na terça-feira em 31,90 dólares. A volatilidade deverá continuar a marcar o dia. O preço do Brent continua em patamares acima do mínimo de 27,10 dólares registado durante a sessão de 20 de janeiro. O índice da Bloomberg para as matérias-primas fechou a sessão asiática a perder 0,4%.

Os futuros em Frankfurt e Wall Street estão em terreno negativo, indiciando aberturas em baixa na Europa e em Nova Iorque, depois de uma terça-feira com ganhos superiores a 1% nas duas regiões.

Lucros na indústria chinesa em queda

Em terreno negativo fecharam Sidney, Xangai e Shenzhen. O índice australiano ASX 200 perdeu 1,2%. Os índices compostos das duas bolsas chinesas perderam 0,52% e 0,83%.

A China foi sacudida pela divulgação pelo Instituto Nacional de Estatísticas que os lucros do sector industrial (público e privado) caíram 4,7% em dezembro de 2015 em termos homólogos (em relação a dezembro do ano anterior), uma contração pelo sétimo mês consecutivo. O instituto sublinha que houve uma aceleração da queda, pois em novembro havia sido de 1,4%. A razão foi “a fraca procura, que provocou uma significativa desaceleração na produção e nas vendas”. O processo de desinflação nos preços na produção “exacerbou a queda”. São mais sinais do que significa o abrandamento da economia chinesa para crescimentos anuais abaixo de 7%.

Em terreno positivo, encerraram as outras bolsas em economias desenvolvidas e em mercados fronteira asiáticos. A Bolsa de Tóquio liderou as subidas na Ásia Pacífico com o Nikkei 225 a avançar 2,7% e o TOPIX a ganhar 2,98%. O índice PSEi das Filipinas registou a segunda maior subida na região com um ganho de 2,46%. O Banco do Japão realizará a sua reunião mensal no final da semana. Alguns analistas esperam sinais de mais estímulos monetários vindos de Tóquio convergindo com uma atitude prudente da Fed quanto ao aumento das taxas de juro em 2016.

  • Na véspera de se conhecer a decisão da reunião da Fed, o índice Dow Jones sobe 1,78%, mais do que o MIB de Milão que liderou as subidas nas principais praças financeiras europeias. Preço do Brent fecha acima de 32 dólares