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Banco Santander lucrou quase €6000 milhões em 2015

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O valor é 2,6% superior ao do ano anterior devido a “dotações provisionais”, sem as quais os lucros teriam crescido 13%

O Banco Santander registou lucros de 5,966 mil milhões de euros em 2015, um valor 2,6% superior ao do ano anterior devido a "dotações provisionais", sem as quais os lucros teriam crescido 13%, foi esta quarta-feira divulgado.

Num comunicado enviado ao regulador do mercado espanhol, a CNMV, o banco liderado por Ana Botín explica que, sem as dotações provisionais, os lucros do Santander teriam crescido 13%, para 6,566 mil milhões de euros.

"Num ano com um contexto económico internacional complexo, com taxas de juro historicamente baixos nas moedas chave para o grupo, como o euro, a libra ou o dólar", o Santander "apresenta uma boa evolução", indica a administração do banco, dando como exemplo o crescimento de 6% na concessão de crédito e os 7% na captação de recursos.

O Santander destinou a diferentes dotações os 1,118 milhões de euros de resultados não recorrentes obtidos neste exercício.
Deste valor, 835 milhões provêm da reversão de passivos fiscais no Brasil e outros 283 milhões do Banco Internacional do Funchal (Banif).

Por outro lado, o banco constituiu um fundo de 600 milhões de euros para cobrir eventuais reclamações devido à comercialização de seguros de proteção de pagamentos no Reino Unido.

O grupo espanhol destaca que no conjunto do exercício conseguiu a maior margem de juros da sua história, com 32,189 mil milhões de euros, ou 8,9% mais (8% sem o efeito cambial).
As comissões também subiram (3,5%), compensando parcialmente a descida dos resultados de operações financeiras (ROF), que baixaram 16,3%.

Em consequência, as receitas no conjunto do ano aumentaram 6,2%, para os 45,27 mil milhões de euros.