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Bolsas europeias fecham com ganhos. Preço do Brent sobe 5%

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Bolsa de Milão lidera subidas nas principais praças financeiras da Europa. PSI 20 lisboeta entre as maiores subidas. Volatilidade no mercado petrolifero. Europa a EUA escapam a maré vermelha asiática

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas europeias escaparam esta terça-feira à maré vermelha asiática que se seguiu à derrocada nas duas bolsas chinesas.

O índice Eurostoxx 50 – das cinquenta principais cotadas na zona euro – fechou com ganhos de quase 1%. Entre as principais praças financeiras europeias, a Bolsa de Milão liderou as subidas, com o índice MIB a registar uma subida de mais de 1,4%.

O índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, encerrou com um ganho de 1,56%, ficando entre os índices que registaram hoje maiores subidas, um grupo em que se incluem o índice geral de Atenas, com uma subida de 2,15%, o BIST 100 de Istambul, com um avanço de 1,8%, e o OMX 25 de Helsínquia com um ganho de 1,57%.

Wall Street está a negociar em terreno positivo com o índice Dow Jones 30 a ganhar mais de 1%.

Os analistas apontam para a elevada correlação entre a trajetória do preço do barril de petróleo e a evolução das bolsas de ações. Depois de ter encerrado a sessão asiática a perder 1,4%, o preço do barril de Brent, a variedade europeia de referência internacional, fechou a sessão europeia com um ganho de 5%.

A volatilidade continua a ser muito elevada neste mercado com o "sentimento" dos investidores a reagir ora a uma ora a outra análise das tendências ou a declarações avulsas de protagonistas. As opiniões estão extremadas entre os que apontam para a continuação da queda do preço em virtude de um excesso de oferta que está para perdurar e os que estimam que o preço mais baixo deste ciclo já foi atingido a 20 de janeiro com o preço do Brent em mínimos de quase 13 anos, cotando-se em 27,10 dólares.

A especulação sobre a possibilidade dos preços do petróleo entrarem numa tendência de subida foi hoje alimentada pelas declarações em Londres de Adel Abdul Mahdi. O ministro dos petróleos do Iraque falou de dois dos principais produtores mundiais, Arábia Saudita e Rússia, poderem vir a revelar-se “mais flexíveis” e entrarem numa plataforma de entendimento para um corte na produção que liquide o excesso na oferta global. Contudo, a estratégia de guerra de preços seguida por Riade, que lidera o cartel da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), não parece abrandar e as tensões geopolíticas entre Riade e Teerão e entre Riade e Moscovo sobre a situação no Médio Oriente não apontam num sentido de desanuviamento. No entanto, como recorda a Bloomberg, em 1998-1999, quando o preço do crude caiu para os 10 dólares, negociações secretas geraram um entendimento para travar o seu afundamento.

O preço do Brent fechou em 30,90 dólares na segunda-feira. Na sessão asiática de hoje encerrou em 30,54 dólares e, agora, no encerramento da sessão europeia cotava-se em 32,47 dólares.

  • As bolsas chinesas registaram esta terça-feira a quarta derrocada em janeiro. O índice de referência CSI 300 caiu 6%. Bolsas de Tóquio e de Hong Kong com perdas superiores a 2%. Futuros em Frankfurt e Wall Street no vermelho