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Pharol entra com ação contra Bava, Granadeiro e Pacheco de Melo

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Lusa

Antiga PT SGSP fez entrar esta segunda-feira no Tribunal de Lisboa “uma ação de responsabilidade” contra os ex-presidentes Zeinal Bava e Henrique Granadeiro e o ex-administrador financeiro, Luís Pacheco de Melo. Em causa estão aplicações da PT no grupo Espírito Santo. Já estão apurados prejuízos de €54,9 milhões

A Pharol acusa Zeinal Bava, Henrique Granadeiro e Luís Pacheco de Melo de terem violado alguns dos seus deveres quando fizeram investimentos no Grupo Espírito Santo (GES), nomeadamente os €897 milhões aplicados na Rioforte. E enumera-os: "O dever de submeter a aprovação prévia, pelo conselho de administração, da realização de aplicações em instrumentos de dívida emitidos por sociedades integrantes do Grupo Espírito Santo, bem como o dever de implementar um sistema de controlo interno adequado à existência de aplicações com tal natureza".

A antiga SGPS, hoje liderada por Luís Palha da Silva, já fez as contas aos prejuízos registados até agora por causa da violação destes deveres e diz que ascendem a 54,9 milhões de euros.

A Pharol já tinha avançado com processos contra Henrique Granadeiro e Luís Pacheco de Melo, agora estende-os também a Zeinal Bava, que quando foi renovado o investimento da PT na Rioforte, em abril de 2014, já liderava a Oi mas mantinha-se como presidente da PT Portugal.

A Pharol volta a dizer que não fica prejudicado o direito de vir a responsabilizar outros administradores eleitos para o triénio 2012/2014 ou terceiros que, de alguma forma, tenham tido responsabilidades por danos causados na sequência de investimentos feitos no GES.