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Bolsas. Nova Iorque e principais praças europeias fecharam no vermelho

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Os índices de Wall Street e do Nasdaq registaram perdas superiores a 1% esta segunda-feira. Na Europa, a Bolsa de Milão liderou as quedas com uma descida de mais de 2%. Volatilidade no preço do Brent com uma quebra diária de 4%

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas de Nova Iorque fecharam no vermelho esta segunda-feira, depois das principais praças financeiras europeias registarem, também, perdas. Em Wall Street, o índice S&P 500 perdeu 1,61% e o índice Dow Jones 30 desceu 1,29%. No Nasdaq, a bolsa das tecnológicas, o índice geral recuou 1,58%.

As principais praças financeiras na Europa fecharam em terreno negativo, com o índice MIB, da Bolsa de Milão, a liderar as quedas com uma descida de 2,03%. O índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, foi uma das poucas exceções, fechando com ganhos de 0,28%, tal como o índice geral de Atenas, o WIG 20 de Varsóvia e o OMXC 20 de Copenhaga.

A conjugação das quedas bolsistas em Nova Iorque e na Europa empurrou o índice bolsista mundial para terreno negativo. O índice MSCI para todos os países perdeu 0,85% esta segunda-feira depois de ganhos na quinta e na sexta-feira da semana passada.

O dia ficou marcado negativamente na Europa pela divulgação, durante a manhã, do índice do instituto Ifo sobre o clima de negócios na Alemanha que desceu de 108,6 pontos em dezembro para 107,3 em janeiro.

Os investidores têm virado a atenção, também, para a situação da banca italiana, que, segundo muitos analistas, necessitará de uma reestruturação urgente similar à que ocorreu em Espanha em 2012. O índice MIB de Milão já caiu quase 14% desde o início do ano, representando a maior queda registada nas principais praças financeiras europeias.

Pelo contrário, as bolsas da Ásia Pacífico, que foram as primeiras a encerrar a sessão de segunda-feira, fecharam com ganhos de mais de 1%, tendo assistido a uma subida do preço do barril de petróleo de Brent para 33,50 dólares.

As maiores quedas de índices em bolsas esta segunda-feira incluíram o MIB de Milão, o TSX de Toronto, o Ibex 35 de Madrid, o S&P 500, o Nasdaq e o DJ30 de Nova Iorque, e o RTSI de Moscovo, todos com perdas superiores a 1%.

O índice de pânico financeiro subiu esta segunda-feira 8,1% em Wall Street e 4,7% nos mercados chineses. Na Europa, o índice de pânico ligado ao Eurostoxx subiu ligeiramente 0,38%.

Já depois do fecho da sessão europeia, Mario Draghi defendeu a política monetária de estímulos do Banco Central Europeu (BCE) face aos críticos numa intervenção proferida na abertura solene do novo ano na Deutsche Börse na Alemanha. O presidente do BCE insistiu no papel pernicioso de uma situação de inflação baixa continuada na zona euro para as empresas e famílias bem como para a dívida soberana. "Por exemplo, se a inflação na zona euro ficar anualmente 1 ponto percentual abaixo nos próximos cinco anos provocará um aumento do rácio da dívida privada em cerca de 6 pontos percentuais", referiu, salientando que se trata de um acréscimo de 700 mil milhões de euros na dívida de empresas e famílias.

O desempenho do preço do barril de petróleo foi, de novo, de alta volatilidade. Na sessão asiática, o preço do Brent, a variedade europeia de referência internacional, chegou a fechar a subir até 33,50 dólares para depois iniciar, nas sessões europeias e norte-americana, uma trajetória de descida, ainda que com ziguezagues, até 30,90 dólares.

Os preços de matérias-primas que mais desceram esta segunda-feira foram os relativos ao gasóleo, barril WTI (a variedade norte-americana do crude), óleo de aquecimento, barril de Brent e gasolina reformulada, segundo a Investing.com.

O índice da Bloomberg para as commodities desceu 0,98% e os índices CRB e S&P GSCI para matérias-primas caíram 2,04% e 2,43% respetivamente.

A semana será marcada pelo impacto nos mercados financeiros da reunião da Reserva Federal norte-americana (Fed) na próxima terça e quarta-feira. Os analistas não esperam um segundo aumento das taxas de juro, mas estarão atentos a quaisquer sinais que a presidente, Janet Yellen, possa dar sobre quando a Fed realizará novo aumento. Segundo os futuros das taxas de juro, uma probabilidade de 50% para um segundo aumento foi empurrada para a reunião de 15 de junho.

  • O preço do Brent subiu para 33,5 dólares durante o final da sessão asiática, mas regressou a uma trajetória de descida. Investidores asiáticos animados com sinais do BCE e expetativa de que o Banco do Japão aponte para mais estímulos. Europa, depois de uma abertura mista, passou ao registo de perdas. PSI 20 a cair