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PT. Quase mil pessoas já mudaram de funções

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JOSÉ CARLOS CARVALHO

Reduzir o outsourcing e pôr os trabalhadores do quadro a fazer as funções dos externos é o caminho seguido pela Altice

A reestruturação da PT Portugal avança a todo o vapor. As mudanças são grandes dentro do antigo operador histórico e o ambiente é de alguma tensão, já que geralmente a transição é para funções menos qualificadas e nem sempre é voluntária. Já mudaram de funções cerca de mil pessoas, sabe o Expresso.

Muitas destas mudanças ocorrem dentro da mesma direção, por isso nem sempre são visíveis para fora. É uma espécie de moeda de troca para que não haja despedimentos entre os trabalhadores do quadro.

Armando Pereira, acionista de referência da Altice e presidente do conselho de administração da PT, reafirmou esta semana ao Expresso que não haverá despedimentos: “Vou cumprir essa promessa.” Um dia antes tinha dito o mesmo numa reunião com os sindicatos, sublinhando que a mudança de funções é uma forma de evitar despedimentos. Para a Altice o objetivo é cortar custos.

Os números não são públicos, já que a informação é agora escassa, mas, segundo dados recolhidos pelo Expresso, já terão sido afastadas mais de 400 pessoas que trabalhavam em regime de outsorcing.

A Altice nunca escondeu que seria este o caminho a seguir: cortar no outsourcing e colocar trabalhadores do quadro a fazer as suas funções. Será gradual e ainda demorará tempo, já que estamos a falar de um universo que chegou a rondar as 16 mil pessoas.

A reestruturação está a gerar stresse junto de alguns trabalhadores, já que se trata de uma transição para funções de backoffice, portaria, introdução de dados, digitalização de documentos ou vendas. Tarefas que costumavam ser feitas por pessoas em regime de outsourcing. A mudança é visível em muitas das portarias dos edifícios da PT, onde estão algumas antigas secretárias.