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Sonangol diz que está a reorganizar-se e não a vender ativos

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A petrolífera angolana, pressionada pela descida do preço do petróleo, assegura que está a reorganizar-se para enfrentar os atuais desafios, e não a preparar a venda de ativos. O Expresso noticiou esta semana que Isabel dos Santos quer comprar ativos não estratégicos da Sonangol

A petrolífera angolana Sonangol disse esta sexta-feira, através de um comunicado, que o objetivo do Comité de Avaliação e Análise para o Aumento da Eficiência do Sector Petrolífero, que criou recentemente, "não é a avaliação e venda de ativos da Sonangol ou do Grupo Sonangol. No âmbito deste processo, não está incluído qualquer tipo de transações ou privatizações de investimentos da Sonangol".

Uma informação que contraria as notícias publicadas esta semana, nomeadamente pelo Expresso, que avança que Isabel dos Santos está envolvida diretamente no processo de reestruturação da Sonangol e está interessada em comprar ativos não estratégicos.

Dentro de dois meses já deverá haver novidades, adianta a petrolífera. "A Sonangol, a sua administração e as restantes entidades do sector petrolífero são parte ativa do trabalho técnico a realizar e que visa a construção, durante o mês de março de 2016, de uma proposta com soluções para o aumento da eficiência do sector petrolífero angolano", lê-se no comunicado.

O Comité "vai, ao longo das próximas semanas, fazer o diagnóstico, desenvolver modelos organizacionais alternativos, identificar oportunidades operacionais, quantificar o potencial de melhoria e desenhar possíveis modelos de implementação", esclarece a empresa. "O objetivo é identificar novas formas de organização que permitam tornar o sector competitivo e atrativo para os operadores internacionais, bem como melhorar a performance da Sonangol", diz o comunicado. Ou seja, encontrar formas de responder aos problemas que o sector atravessa e que estão a penalizar a petrolífera.

O Comité integra consultores nacionais e internacionais, entre eles a The Boston Consulting Group (BCG), a sociedade de advogados Vieira de Almeida e a PricewaterhouseCoopers, e por uma empresa consultora com foco nacional, apoiada por Isabel dos Santos.