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O que se passa com a Mota-Engil?

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A Mota-Engil tem em curso uma reorganização das duas subholdings

D.R.

Os pontos fracos da construtora tornam-na num alvo fácil para especuladores em plena crise nas Bolsas

Um terço do valor da Mota-Engil desapareceu no espaço de dias. As ações do grupo afundaram em Bolsa 23% durante a sessão da passada segunda-feira, 18 de janeiro, em plena crise das Bolsas a nível mundial. A negociação foi suspensa por ordem da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). A Mota-Engil veio a público tentar acalmar os investidores que estariam preocupados com a forte exposição do grupo a Angola. O mercado português é um elo fraco quando há fortes ondas de vendas de ações a nível internacional. Pouco líquido e recheado de cotadas de pequena dimensão, é usualmente mais penalizado.

Mas há dúvidas que permanecem em torno da Mota-Engil que não ajudam e a tornam mais vulnerável. Os investidores não gostam de incerteza. Para já, a Mota-Engil garante que vai liquidar o empréstimo obrigacionista de €175 milhões que vence em março, em vez de optar por novo financiamento. O conglomerado aproveita a almofada de tesouraria de €280 milhões reforçada, segundo fonte oficial da empresa, por entradas em dezembro superiores ao esperado.

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