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Inflação acelera para 1,4%

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Luis Barra

Cenário macroeconómico delineado pelo Governo aponta para uma aceleração significativa dos preços, em resultado do acréscimo de bens e serviços

O cenário macroeconómico do esboço do Orçamento do Estado para 2016 prevê uma forte aceleração da inflação medida pelo IHPC, para 1,4%, face aos baixos valores registados em 2014 e 2015 (-0,2% e 0,6%, respetivamente). Uma evolução sobretudo assente na inflação interna, considera a equipa das Finanças.

O pressuposto da equipa liderada por Mário Centeno é de que o aumento do rendimento disponível das famílias, em consequência de medidas orçamentais e do aumento do salário mínimo, resultará no acréscimo do consumo de bens e serviços, nomeadamente os que são produzidos em território nacional, aponta o parecer do Conselho das Finanças Públicas. “Como esta maior procura não será satisfeita no curto prazo pelo aumento da oferta, os preços praticados dentro da economia tenderão a aumentar”.

Segundo o parecer, este “comportamento favorável dos preços, conjugado com a variação em volume, impulsionará o crescimento nominal do PIB para 4,1% em 2016 (face a 3,4% em 2015)”. Uma evolução que, a confirmar-se, “beneficia a execução orçamental no ano em curso, pelo impacto positivo na receita de impostos indiretos e por facilitar o cumprimento dos objetivos orçamentais expressos em percentagem do PIB (défice orçamental e dívida pública)”.

A previsão do Governo para a evolução dos preços no consumidor este ano é superior à do banco de Portuigal, que aponta para uma inflação de 1,1%. Contudo, as projeções do BdP foram elaboradas sem considerar as medidas do Governo para este ano, nomeadamente as de estímulo ao rendimento disponível das famílias, porque ainda não se conhecia o projeto do Orçamento do Estado.