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ANA suspende compra de lojas e terrenos da TAP

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O chamado “reduto TAP” inclui a sede da empresa, escritórios e oficinas localizados junto ao aeroporto

Tiago Miranda

Operação só avança depois de definição acionista. Vinci prefere negociar com TAP privada

A ANA está interessada em ficar com a posição que a TAP detém na lojas francas, apurou o Expresso junto de fontes da gestora aeroportuária, a par dos terrenos do chamado “reduto TAP”, que inclui a sede da empresa, escritórios e oficinas localizados junto ao aeroporto. Mas enquanto não houver definição sobre a eventual retoma da maioria do capital da TAP por parte do Estado, a ANA não tomará decisões sobre estes negócios. De acordo com as fontes ouvidas pelo Expresso, foi essa a indicação dada pela acionista Vinci, dona da gestora aeroportuária. Contactada, a ANA não quis fazer qualquer comentário sobre o assunto.

As mesmas fontes adiantam que, caso o Estado venha a recuperar a maioria do capital da companhia aérea, é muito provável que o negócio não se concretize. Justificação: A Vinci está cotada na Bolsa de Paris, sujeita a regras de boa governação e transparência, pelo que receia que as operações com uma empresa pública sejam entendidas como financiamento ao Estado.

Fonte oficial da TAP garante que “os contactos com a Vinci sobre os terrenos do reduto TAP mantêm-se normalmente”. Sobre as lojas francas, porém, “a Vinci não apresentou proposta. Esta empresa tem capital TAP (51%) e da Nuance Group (49%). Se houver manifestações de interesse na aquisição da empresa terão que ser avaliadas conjuntamente pelos dois parceiros”. Recorde-se que o volume de negócios da lojas francas em 2014 foi de €180 milhões, com um benefício para a TAP (gestão de comissões, dividendos e vendas a bordo) próximo dos €8,9 milhões.

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