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MSC quer tornar CP Carga líder ibérico de transporte ferroviário de mercadorias

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A multinacional suíça e nova dona da CP Carga pretende “melhorar e valorizar a infraestrutura da empresa e transformá-la no primeiro operador ibérico de transporte ferroviário de mercadorias”, através de um “plano de desenvolvimento a longo prazo”

A MSC Rail, a nova dona da CP Carga, vai pôr em prática um plano para fazer da empresa o primeiro operador ibérico de transporte ferroviário de mercadorias, afirmou o diretor-geral da MSC Portugal.

Em comunicado, o responsável da MSC Portugal, Carlos Vasconcelos, explica que "o investimento da MSC pressupõe um plano de desenvolvimento a longo prazo que vai melhorar e valorizar a infraestrutura da empresa e transformá-la no primeiro operador ibérico de transporte ferroviário de mercadorias".

A multinacional suíça compromete-se a dar "início à implementação do plano de crescimento e desenvolvimento de longo prazo projetado para a empresa", que até agora tinha como único acionista a CP - Comboios de Portugal.

No plano estratégico, a MSC Rail, subsidiária da MSC Mediterranean Shipping Company, assegura que o Acordo de Empresa atualmente em vigor será mantido, o que pressupõe a manutenção de um conjunto de direitos laborais para os funcionários, que deixam de estar na esfera pública.

O negócio da venda de 95% do capital da CP Carga - os funcionários terão a possibilidade de adquirir os restantes 5% - foi fechado pelo valor de 53 milhões de euros, dos quais 51 milhões de euros serão usados para a recapitalização da empresa.

A conclusão do negócio aconteceu quatro meses depois de o anterior governo PSD/CDS-PP ter assinado o acordo para a venda da CP Carga, ainda sem uma decisão da Autoridade da Concorrência, que entretanto, em dezembro, se pronunciou favoravelmente.

Ao contrário de outras privatizações, no caso da CP Carga, o Governo socialista não considerou a reversão do processo, disse o ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, nesta quarta-feira no Parlamento, justificando a decisão política com a situação deficitária da empresa de transporte de mercadorias.

"A situação [da CP Carga] era de manutenção de défices operacionais e seria uma realidade se não fosse feita qualquer evolução futura", afirmou esta quinta-feira o governante na comissão de Economia.

Ainda antes da formalização do negócio, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores Ferroviários convocou uma greve para 28 de janeiro, tendo agendado para esse dia uma ação de protesto que se inicia na Avenida da República e terminará no Ministério do Planeamento e Infraestruturas, que até agora tinha a tutela da empresa.