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Barclays desaparece de Portugal em abril e dá lugar ao Bankinter

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Banco espanhol, que comprou em setembro o negócio de retalho do Barclays em Portugal, terá o seu nome nos balcões a 4 de abril. E apresentou uma proposta não vinculativa pelo negócio de cartões do grupo britânico em Portugal

A marca Bankinter vai ser visível em Portugal a 4 de abril, data a partir da qual os 84 balcões do Barclays passarão a ter a cor laranja e o nome do banco espanhol que em setembro adquiriu o negócio de retalho do grupo britânico.

E o Bankinter não quer ficar por aqui: pretende alargar a sua presença em Portugal pois entregou recentemente uma proposta não vinculativa pelo negócio dos cartões do Barclays.

A integração da operação portuguesa do Barclays no Bankinter estará completa até ao final do ano e tem estado a correr mais depressa do que o previsto. Nomeadamente porque as autorizações dos reguladores Banco de Portugal e Banco Central Europeu para a abertura de uma sucursal do Bankinter em Portugal já foram concedidas - aconteceram quase três meses antes do que o banco espanhol previa. O Bankinter tem como objetivo duplicar, a médio prazo, a atual quota de mercado, para 10%. Pagou 100 milhões de euros por este negócio, tendo também adquirido a área seguradora do Barclays por 75 milhões de euros.

A compra do negócio dos cartões do Barclays não estava em cima da mesa quando foi assinado o acordo, em setembro. O Bankinter não fez então qualquer oferta porque o Barclays não queria vender o negócio dos cartões. Agora que a nova administração do Barclays mudou de opinião, o Bankinter apresentou uma proposta, não vinculativa. Não são conhecidos neste momento prazos para a concretização deste negócio, nem o valor proposto pelo Bankinter.

O banco espanhol assume-se como um banco muito prudente e como tal descarta completamente a hipótese de avançar com uma proposta de compra do Novo Banco. Mas acredita que poderá beneficiar com as resoluções do Banif e do BES para aumentar a quota de mercado, captando clientes destes bancos.

Por outro lado, os responsáveis do banco têm afastado a hipótese de reestrututrações na operação portuguesa até porque de 2011 a 2015 houve uma forte redução de agências e pessoas. No final de 2011 eram 279 agências e a 31 de dezembro de 2015 já só eram 84. Nesse período o número de trabalhadores passou de 2391 para 1002.