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FMI revê crescimento global em baixa

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O preço do petróleo mos mercados internacionais ajudou à revisão em baixa do FMI

David McNew / Getty Images

Novas previsões cortam estimativas para a economia mundial. Brasil é das mais castigadas e para Portugal não há novas previsões. Petróleo, matérias-primas e China são algumas das razões

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu hoje em baixa as previsões de crescimento para a economia mundial em 2016 e 2017. Na atualização intercalar do World Economic Outlook, aponta agora para taxas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) global de 3,4% e 3,6% nestes dois anos. Menos duas décimas do que as estimativas avançadas no outono.

Para a economia dos EUA, as projeções são igualmente reduzidas em 0,2 pontos percentuais face a outubro. São agora de 2,6% nos dois anos. No caso da zona euro, as notícias são mais animadoras: o PIB deverá crescer este ano mais uma décima que o esperado antes (1,7% em vez de 1,6%) e, para 2017, a estimativa mantém-se idêntica em 1,7%.

Entre as economias mais ‘castigadas’ nesta revisão das estimativas destaca-se, claramente, o Brasil que irá ter uma recessão mais grave do que o esperado. O ritmo de crescimento PIB brasileiro foi revisto em baixa de 2,5 pontos em 2016 e 2017 e as previsões são agora de, respetivamente, -3,5% e 0%. Significa que, mesmo admitindo que a estagnação do próximo ano se confirma, a economia brasileira irá viver um tombo acumulado do PIB superior a 7% entre 2015 e 2016.

Mas há outros casos de revisões relevantes nas projeções: a Arábia Saudita continua a crescer mas mais lentamente (1,2% e 1,9%), a Rússia terá uma recessão quatro décimas mais forte este ano (1%) e economias como Nigéria e África do Sul tiveram revisões em baixa de algumas décimas nas taxas de crescimento nestes dois anos.

O FMI não atualizou as perspetivas para Portugal e apenas o fará na primavera quando divulgar o próximo World Economic Outlook.

E avisa que os riscos de novas revisões em baixa existem e “e estão relacionadas com os ajustamentos na economia global: um abrandamento generalizado nas economias emergentes, o reequilíbrio da China, os menores preços das mercadorias e a retirada progressiva das condições monetárias extraordinariamente acomodatícias nos EUA”.

Apesar da revisão em baixa das projeções, o FMI lembra que o crescimento estimado para 2015 é de 3,1% e que irá recuperar até 2017. Irá fazê-lo, no entanto, de forma mais gradual do que o projetado em outubro no World Economic Outlook.