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Wall Street fecha a cair mais de 2%. Derrocada no preço do Brent

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Maré vermelha nas bolsas mundiais nesta sexta-feira. Crash em Moscovo. Lisboa, Xangai, Copenhaga, Riade, Helsínquia e Milão com perdas superiores a 3%. Preço do Brent cai mais de 6% e desce abaixo de 29 dólares no final da sessão. Más notícias nos EUA

Jorge Nascimento Rodrigues

A sessão desta sexta-feira começou mal, com perdas de mais de 3% nas duas bolsas chinesas. A maré vermelha seguiu pela Europa, com Moscovo a fechar com uma derrocada e as principais praças financeiras da União Europeia a registarem perdas superiores a 2%. O dia terminou com os índices de Wall Street e do Nasdaq a recuarem mais de 2% e a liderarem as quedas do dia nas três principais "regiões" (Ásia Pacífico, Europa e EUA).

No “clube” das maiores quedas do dia, superiores a 3%, incluem-se Moscovo, Lisboa, Xangai, Copenhaga, Riade, Helsínquia e Milão. O índice RTSI russo caiu 5,77% e o MICEX recuou 4,31%. O índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, liderou as quedas na União Europeia com perdas de 3,78%. Entre as principais praças financeiras europeias, o índice MIB, de Milão, liderou as quedas, com uma descida de 3,07%.

A volatilidade subiu esta sexta-feira. Os índices VIX, sinalizadores de pânico financeiro, subiram 15,5% no caso do Eurostoxx 50 (índice europeu das 50 principais cotadas da zona euro), 14,5% no caso da China e 12,82% no caso do S&P 500 de Nova Iorque.

O analista Marc Chandler, de Wall Street, já a cognominou de "sexta-feira sangrenta". O bloguista Mike Shedlock falou de seis "relatórios desastrosos" sobre a situação económica da maior economia do mundo publicados esta sexta-feira. A culminar, a previsão de um crescimento real medíocre de 0,6% no último trimestre de 2015 nos EUA, segundo do Banco da Reserva Federal de Atlanta.

Face a este quadro, a probabilidade de uma nova subida da taxa de juros pela Reserva Federal norte-americana na reunião de 16 de março desceu para 31%, empurrando uma probabilidade de 50% para a reunião de 15 de junho.

Preço do Brent em mínimos desde dezembro de 2003

No mercado petrolífero, o preço do Brent sofreu um crash de mais de 6%. O preço do barril da variedade europeia, de referência internacional, chegou a descer para 28,85 dólares no final da sessão, tendo fechado em 29,18 dólares, à hora de encerramento de Wall Street. Com a descida para estes níveis, os preços do Brent estão em minimos de mais de 12 anos. Em dezembro de 2003 registaram-se preços no patamar de 28 dólares. Entre maio e dezembro de 2003, os preços do Brent variaram entre 25 e 29 dólares.

A derrocada de hoje do preço do Brent foi superior às registadas a 6 e a 11 de janeiro deste ano. Nas 11 sessões deste ano, o preço baixou em 10.

O índice da Bloomberg para as matérias-primas perdeu hoje 1,44%. Os outros dois índices para matérias-primas desceram ainda mais: o S&P GSCI caiu 2,74% e CRB recuou 1,95%. A queda do preço do Brent liderou esta sexta-feira as descidas nos preços das matérias-primas.