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Unicer exportou menos 60 milhões de euros em 2015

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O colapso do mercado angolano explica a redução de 40% nas vendas da Unicer no exterior

Em 2015, as vendas da Unicer nos 50 mercados externos em que opera caíram 40%. O colapso do mercado angolana é a principal causa deste desaire.

A cervejeira realça que a redução se aplica aos 200 milhões de litros exportados e não à faturação. Mas, tendo em conta que o negócio no exterior representa um terço da receita (480 milhões de euros em 2014), a redução, em valor, rondará os 60 milhões.

Em Angola, a perda terá sido superior, da ordem dos 80 milhões de euros. Segundo os dados do INE, as marcas portuguesas de cerveja registam em Angola uma quebra de 60%.

O presidente da Unicer Rui Lopes Ferreira reconhece que o exercício de 2015 "foi muito exigente". As exportações para Angola “degradaram-se muito rapidamente”, forçando a adoção de medidas de contingência.

Sobre o mercado angolano, Rui Lopes Ferreira regista que “as marcas da Unicer têm uma ligação histórica e muito forte aos consumidores” e está certo de que as autoridades “estão a tomar decisões adequadas para recolocar o país no rumo de crescimento”. A operação comercial "foi ajustada á nova realidade conjuntural".

E sobre a instalação da base fabril por que a Unicer luta há 10 anos, refere que o projeto está vivo e “os atrasos recentes se devem a ajustamentos na estrutura acionista”.

Vinho destrona cerveja

Em 2014, a cerveja foi o produto português mais exportado para Angola (143 milhões de euros). Mas a escassez de divisas para financiar importações e a expansão da produção local conduziu a uma redução de 60% em 2015, castigando sobretudo a Unicer. A Central de Cervejas (Sagres) tem uma exposição menor ao mercado.

Em 2015, a cerveja é destronada na liderança das exportações pelo vinho, seguido pelo sector do mmedicamento. Nos dois casos, a redução das vendas para Angola é de 20%, inferior à média da economia portuguesa nacional (33%),