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Designer portuguesa premiada em Xangai

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Inês Caleiro, a primeira portuguesa nomeada para os Fashion Crowd Award, regressa da China com o Dream Award. Quando recebeu a mensagem, via net, a informa-la do prémio teve de ler e reler o mail várias vezes, "até acreditar"

É portuguesa, tem 31, criou uma marca de calçado que está a celebrar cinco anos e acaba de se tornar a primeira designer portuguesa nomeada para os Fashion Crowd Challenge e vencedora de um Dream Award, em Xangai.

O prémio dedicado aos mais promissores designers de moda assume a missão de "descobrir talentos e leva-los ao estrelato" e representa, para Inês "uma nova etapa e coqnuista na vida da marca", batizada com o nome inglês da sua fruta preferida, a goiaba, numa escolha assumida como "simples e elegante", para calçar na perfeição os sapatos que desenha.

"Estar entre os top 5 jovens criadores de todo o mundo é mais do que um prémio. É uma profunda sensação de reconhecimento e felicidade. quando recebi a notícia de que tinha granho um Dream Award nem queria acreditar. Parecia tirado de um sonho. Li e reli o e-mail várias vezes até acreditar", comenta a designer, a viver entre a Noruega e Portugal, numa primeira reação ao prémio, divulgada num comunicado.

Melhor aluna do seu curso no London College of Fashion, Inês descobriu a paixão pelos sapatos depois de um convite da Jimmy Choe para estagiar como diretora cirativa da marca, mas ainda trabalhou dois anos em Washington, na marca portuguesa de design de móveis de luxo Boca do Lobo e numa startup de joalharia londrina antes de arriscar tudo na Guava onde cria modelos "com arquitetura", para "uma mulher jovem, contemporânea, cosmopolita, entre os 30 e os 60 anos", disse ao Expresso.

A imagem de marca das suas coleções são os saltos altos com formas geométricas e um toque de extravagância que gosta de combinar com sapatos de estilo clássico que vão começar a ser acompanhados por uma nova linha de saltos de 3 centímetros, também com inspiração geométrica.

No seu trabalho,com uma oferta de 10 a 15 modelos por coleção à venda em algumas lojas espalhadas pelo mundo, nas galerias Lafayette, no Dubai e on line, assume o Made in Portugal e um posicionamento no segmento médio alto que tende a caminhar para o luxo, apresentando, atualmente, um preço médio de venda ao público de 250 euros.

Já recusou colocar nos seus modelos a etiqueta de uma marca de referência internacional, colocou em stand-by a possibilidade de desenhar para outras marcas e , nesta fase, quer concentrar-se a 100% no design, comunicação e comercialização da Guava, produzida numa pequena fábrica de S. João da Madeira que acreditou no projeto e arriscou tentar fazer par a par os seus sapatos depois de muitas outras terem dito que não à jovem designer quando ela tentava entrar no mundo do calçado.