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Corte lento no défice implica aumento de dívida

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Reduzir o défice mais devagar, como quer o Governo, obriga a aumentar a dívida em 11 mil milhões de euros até 2019

A correção mais lenta do défice orçamental, para deixar mais margem à economia para respirar, custará 11 mil milhões de euros até 2019, de acordo com uma nota enviada aos deputados da Assembleia da República, a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), citada pelo Diário Económico.

Os peritos que dão apoio ao Parlamento fizeram as contas ao programa de financiamento do IGCP, bem como às novas previsões apresentadas pela agência que gere os mais de 230 mil milhões de euros de dívida pública aos investidores. E retiraram uma consequência: com a mudança de estratégia orçamental, só por via das necessidades de financiamento para cobrir o défice do Estado, as necessidades de emissão de dívida aumentam significativamente.

A comparação é feita entre os planos de financiamento do défice orçamental que tinham sido apresentados pelo IGCP em Outubro de 2015, e os défices que estão agora previstos pelo Tesouro, com base no Programa de Governo de António Costa.