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Wall Street cai mais de 2%. Brent desce abaixo de 30 dólares

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A sessão norte-americana desta quarta-feira trouxe duas surpresas. As bolsas de Nova Iorque mergulharam no vermelho e as da Europa perderam a pedalada da manhã. O preço do Brent chegou aos 29,96 dólares ao final da tarde

Jorge Nascimento Rodrigues

A volatilidade regressou esta quarta-feira em dois mercados: no ouro negro e nas bolsas. O barril de Brent voltou a fixar mínimos de quase 12 anos nos preços e as bolsas mundiais cairam quase 1%.

Em oito sessões do novo ano, as bolsas mundiais já estiveram no vermelho em seis e os preços do Brent desceram em todas elas.

O preço do barril de Brent, a variedade europeia de referência internacional, já caiu 19% desde o final do ano. A queda do índice bolsista mundial MSCI soma mais de 7%. Esta quarta-feira foi a vez da praça financeira de Nova Iorque cair mais de 2,5% e puxar o índice mundial para terreno negativo. Depois da queda de hoje, os Estados Unidos já lideram as quedas, desde o início do ano, nos três índices regionais.

No mercado petrolífero, o preço do barril de Brent variou entre 29,96 e 31,83 dólares, fixando, durante a parte final da sessão norte-americana, um mínimo abaixo de 30 dólares que já não se verificava desde 9 de fevereiro de 2004. Nas bolsas, o índice de pânico financeiro subiu 2,37% na China e mais de 12% no índice ligado ao S&P 500 de Wall Street. Na Europa, o índice de pânico desceu 1,4%.

O preço do barril de Brent caiu para 30,18 dólares no encerramento da sessão norte-americana, um novo mínimo em valores de fecho desde há quase 12 anos. Depois de ter estado a subir 1,4% na abertura das bolsas de Nova Iorque, acabou por registar uma queda diária de 2%.

Queda do Nasdaq é terceira à escala mundial

A volatilidade em Nova Iorque provocou uma queda nos índices de Wall Street e no Nasdaq, a bolsa das tecnológicas. A praça financeira norte-americana abriu em terreno positivo, mas dez minutos depois de abrir começou a cair.

O índice Dow Jones 30 encerrou a sessão a perder 2,21% e o S&P 500 caiu 2,51%. Este último índice desceu abaixo da linha "psicológica" dos 1900 pontos desde as 14h30 (hora local). O índice geral do Nasdaq afundou 3,41%, a terceira maior queda do dia à escala mundial depois da quebra de 4% do índice da bolsa egípcia e do recuo de 3,46% do índice composto de Shenzhen, a segunda bolsa chinesa.

A Europa, que registava subidas acima de 1% em diversas praças financeiras ao início da tarde desta quarta-feira, acabou por ver os principais índices bolsistas terminarem com ganhos ligeiros e o importante índice Dax, de Frankfurt, fechar no vermelho, com um recuo de 0,25%.

O “clube” dos índices bolsistas que registaram hoje maiores descidas abrange o EGX do Egito com uma queda de 4%, seguido do índice composto de Shenzhen na China, do Nasdaq em Nova Iorque, do Merval em Buenos Aires, do S&P 500 de Nova Iorque, do índice composto de Xangai na China e do Dow Jones 30 de Nova Iorque. Egito, China, Argentina e Estados Unidos estiveram esta quarta-feira na rota da maré vermelha.

  • Apesar da China ter fechado no vermelho, as bolsas de Nova Iorque arrancam com ganhos. Resto da Ásia fechou positivo puxado pelo Japão. Milão lidera subidas na Europa. Bolsas do Golfo fecham com perdas. Preço do Brent em alta

  • As bolsas de Xangai e Shenzhen fecharam esta quarta-feira com quedas superiores a 2%. Mas Tóquio puxou pela Ásia com ganhos de quase 2,9%. Preço do Brent está a subir 1% depois de ter fixado na terça-feira um mínimo de quase 12 anos abaixo de 31 dólares