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Wall Street abre em terreno positivo. Europa com ganhos

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Apesar da China ter fechado no vermelho, as bolsas de Nova Iorque arrancam com ganhos. Resto da Ásia fechou positivo puxado pelo Japão. Milão lidera subidas na Europa. Bolsas do Golfo fecham com perdas. Preço do Brent em alta

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas de Nova Iorque abriram em terreno positivo nesta quarta-feira. A queda das duas bolsas chinesas acabou por não contagiar o resto da Ásia, a Europa e, por ora, a abertura de Wall Street e do Nasdaq, a bolsa das tecnológicas. O índice Dow Jones 30 abriu a subir mais de 0,3%, o S&P 500 mais de 0,5% e o Nasdaq mais de 0,4%. Mas, ainda, é cedo para saber se a trajetoria positiva se vai manter, como aconteceu na terça-feira, com a praça novaiorquina a registar um ganho diário de 0,75%.

Na Europa, a maré verde domina as principais praças financeiras, com o índice MIB da Bolsa de Milão a liderar as subidas acima de 1,5%. O índice Dax, de Frankfurt, estava a subir menos de 1%. O índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, ganhava 0,75%, aquando da abertura de Nova Iorque. As bolsas de Moscovo e Instambul negociavam, também, com ganhos superiores a 1%. Na terça-feira, o índice MSCI para a Europa subiu 0,65%.

Os investidores financeiros receberam positivamente o facto do excedente comercial da China em dezembro ter aumentado quando era esperada uma redução. A assinalar, ainda, a mudança de trajetória do valor das exportações chinesas, na moeda local, que registou uma subida de 2,3% em dezembro face a uma expetativa de quebra de mais de 4% e a um recuo de 3,7% em novembro.

O mercado petrolífero está a ser marcada esta quarta-feira por uma trajetória de subida dos preços do barril, depois de, no dia anterior, ter sofrido uma brutal volatilidade. O preço do Brent, a variedade europeia de referência internacional, depois de, na terça-feira, ter fixado um mínimo de quase 12 anos no valor de fecho, tem estado a subir durante o dia. Na abertura da sessão norte-americana, o preço do Brent estava em 31,52 dólares, uma subida de 1,4%. No dia anterior, fechou em 30,81 dólares, já no patamar dos 30 dólares, o que não acontecia desde o início de fevereiro de 2004.

Muito sensíveis ao evoluir do mercado petrolífero, às tensões geopoliticas do Médio Oriente e ao impacto do abrandamento da economia chinesa, as bolsas do Golfo Arábico fecharam em queda. O índice GCC 200 (para as bolsas dos países do Conselho de Cooperação do Golfo) da Bloomberg perdeu hoje ligeiramente 0,09%, mas o índice Tadawull, de Riade, Arábia Saudita, caiu 0,51%. Este índice tem estado nos lugares cimeiros das quedas bolsistas desde o início do ano.

O índice Bloomberg para as matérias-primas está a subir 0,76%.

  • As bolsas de Xangai e Shenzhen fecharam esta quarta-feira com quedas superiores a 2%. Mas Tóquio puxou pela Ásia com ganhos de quase 2,9%. Preço do Brent está a subir 1% depois de ter fixado na terça-feira um mínimo de quase 12 anos abaixo de 31 dólares