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Despedimentos na BP sem impacto em Portugal

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Tiago Miranda

Despedimento de pelo menos 4000 pessoas anunciado esta terça-feira pela petrolífera britânica “não impacta a operação da empresa em território nacional”, realça em comunicado a BP Portugal

A suspensão de pelo menos 4000 empregos no grupo BP não terá reflexos na operação em Portugal, que continua a crescer no mercado nacional "em todas as áreas de negócio em que opera", esclarece a BP Portugal em comunicado reveçado esta quarta-feira.

O grupo petrolífero britânico tinha anunciado na véspera que vai suprimir pelo menos 4000 postos de trabalho em todo o mundo nos próximos dois anos, num contexto de fracas cotações do barril de petróleo.

A atividade a montante (exploração e produção) vai assim passar de um total de 24.000 para menos de 20.000 empregos até ao final de 2017, refere o grupo britânico num comunicado divulgada esta terça-feira.

"A BP não opera em Portugal nas áreas da exploração e produção, logo este anúncio não impacta a operação da empresa em território nacional", realça a nota da BP Portugal.

Em contrapartida, "a BP continua a crescer em Portugal em todas as áreas de negócio em que opera, nomeadamente na área dos combustíveis, lubrificantes e aviação".

Tendo fechado 2015 com uma rede de 392 postos de abastecimento em Portugal, em 2016 "a BP Portugal irá ultrapassar o objetivo que se tinha proposto, de ter 400 postos a operar com a sua marca a nível nacional".

O grupo prevê a curto prazo 600 supressões de empregos no Mar do Norte. "Tendo em conta problemas bem conhecidos da atividade nesta região (...) e do endurecimento das condições de mercados, devemos adotar determinadas medidas para nos assegurarmos que a nossa empresa se mantém competitiva e robusta", explicou Mark Thomas, presidente regional da BP para o Mar do Norte.

Estes anúncios surgem numa altura em as cotações do barril de petróleo estão particularmente baixas e se aproximam, atualmente, da barreira simbólica de 30 dólares (27,5 euros), obrigando as grandes companhias petrolíferas a reduzirem o número de empregados. No verão de 2014, recorde-se, o preço do barril situava-se nos 115 dólares (105,4 euros)

A Royal Dutch Shell já tinha anunciado no final do ano passado que tencionava suprimir 2800 postos de trabalho no novo grupo resultante da fusão com a empresa BG Group, comprada recentemente pela Shell. Este número junta-se à supressão de 7500 empregos que já tinha sido anunciada pelos empregados da Shell.