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Bolsa de Tóquio lidera quedas na Ásia. Preço do Brent perto de 30 dólares

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As bolsas chinesas fecharam em terreno positivo, depois de forte intervenção de bancos públicos. Tóquio regista quedas há seis sessões consecutivas. Preço do barril de Brent já negociou em 30,77 dólares, um mínimo desde a primeira metade de fevereiro de 2004. OPEP poderá convocar reunião extraordinária

Jorge Nascimento Rodrigues

A volatilidade chinesa abrandou esta terça-feira. As duas bolsas chinesas fecharam em terreno positivo, com os analistas asiáticos a referirem mais uma sessão de forte intervenção na bolsa dos bancos públicos. Os índices das bolsas chinesas vivem um verdadeiro carrossel desde o início do ano, com três derrocadas – a 4, 7 e 11 de janeiro -, descidas mais ligeiras, subidas mais expressivas (a 6 e 8 de janeiro) e aumentos modestos (como o desta terça-feira).

Mas, na região asiática, continuou a imperar o vermelho nas restantes principais praças financeiras, com a bolsa de Tóquio a liderar as quedas, registando o índice Nikkei uma queda de 2,7%, pela sexta sessão consecutiva, desde início do novo ano. O índice de volatilidade do Nikkei aumentou esta terça-feira 12,8%. A bolsa de Tóquio reabriu hoje depois de um feriado na segunda-feira, o dia da derrocada nas bolsas de Xangai e Shenzhen.

Os futuros para o índice Dax em Frankfurt e para os índices em Wall Street estão no vermelho, indiciando aberturas em baixa.

Cartel petrolífero poderá reunir-se de emergência

O preço do barril de Brent chegou a negociar esta terça-feira em 30,77 dólares, já no patamar dos 30 dólares, um preço que não se registava desde a primeira metade de fevereiro de 2004.

A Reuters deu conta que o ministro dos Recursos Petrolíferos da Nigéria, Emmanuel Ibe Kachikwu, admitiu que o cartel da OPEP (Organização dos Países Produtores de Petróleo) poderá convocar uma reunião de emergência se os preços do crude descerem abaixo dos 30 dólares. Kachikwu foi presidente do cartel até ao final da última reunião de 2015, a 4 de dezembro, quando a OPEP decidiu não cortar o anterior teto de produção diária e não anunciar nenhum outro teto oficial. A reunião ordinária do cartel está agendada para 2 de junho.

Pelas 7h15 (hora portuguesa) de hoje, o Brent cotava-se em 31,04 dólares, caindo 1,8%, e o preço da variedade norte-americana WTI estava em 30,61 dólares, com uma queda de 2,5%.

O índice geral dos preços de matérias-primas da Bloomberg registava uma queda de 0,9% no fecho das principais praças financeiras asiáticas.

A China fechou no verde. O índice composto de Xangai ganhou 0,2% e o índice similar para Shenzhen subiu 0,39%. O índice de referência CSI 300 (das trezentas principais cotadas nas duas bolsas) avançou 0,73%.

Em Tóquio, o Nikkei 225 perdeu 2,71% e o TOPIX afundou ainda mais, recuando 3,13%.

Nas outras principais bolsas a maré foi vermelha: em Sidney, o ASX 200 desceu 0,14%; em Seul, o Kospi recuou 0,21%; em Taipe, o índice geral de Taiwan perdeu 0,26%. O índice Hang Seng, de Hong Kong, negociava em terreno negativo. Mas as bolsas dos principais mercados de fronteira asiáticos - Filipinas, Indonésia, Malásia e Tailândia - estavam em terreno positivo.

A bolsa de Moscovo, que já abriu, negociava no vermelho. O índice RTSI perdia 2,2% e o MICEX recuava 1,2%. A bolsa moscovita continua a ser das mais sensíveis ao colapso dos preços do crude.