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Paz social regressa ao porto de Lisboa

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A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, anunciou esta sexta-feira o acordo de paz social estabelecido entre os estivadores e os operadores do Porto de Lisboa

As divergências entre o Sindicato dos Estivadores e os operadores do Porto de Lisboa foram sanadas, atendendo a que chegaram esta sexta-feira "a um acordo de paz social", revelou a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino.

Desda 14 de novembro que os estivadores vinham apresentando sucessivos pré-avisos de greve, como forma de protesto pelo facto de ter caducado o contrato colectivo de trabalho que tinham em vigor.

Este protesto só tornava o pré-aviso de greve "efetivo" quando os empregadores contratassem o que os estivadores consideram ser "trabalhadores estranhos à profissão", ou seja, que não integrassem o contingente efectivo dos estivadores sindicalizados.

Os últimos pré-avisos de greve abrangeram os portos de Setúbal e da Figueira da Foz, de forma a evitar que os operadores pudessem transferir cargas ou navios que não fossem descarregados ou operados no porto de Lisboa durante a greve.

Na sequência destes problemas, companhias com a Maersk e a Hapag-Lloyd deixaram de utilizar o porto de Lisboa, bem como operadores que habitualmente abastecem os mercados insulares.

Agora estão reúnidas condições para a atividade portuária retomar a normalidade no Porto de Lisboa, sendo urgente voltar a captar o interesse dos maiores operadores, que operam tradicionalmente o maior volume de carga nos diversos terminais portuários existentes no estuário do Tejo.