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Dragão ou tigre de papel financeiro?

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Numa situação única, a sessão bolsista na quinta-feira durou menos de trinta minutos

Bobby Yip / Reuters

Turbulência na economia chinesa 
alastra a todo o mundo. EUA, Japão, Singapura e Coreia do Sul estão entre os países mais expostos

Não são precisos grandes argumentos para explicar o porquê de qualquer problema na China ter reflexo imediato em todo o mundo. A economia chinesa é um gigante que, como qualquer gigante, tem a capacidade de fazer coisas em grande. O Dragão asiático é o segundo maior Produto Interno Bruto (PIB) do planeta, depois dos EUA, mas está a perder poder de fogo e isso não são boas notícias para muitos países.

Basta olhar para algumas estatísticas para perceber quem mais sofre quando a China espirra. Ao contágio financeiro, que resulta das reações dos investidores nas várias praças internacionais, juntam-se outros canais da economia ‘real’ relacionados com o comércio internacional ou os fluxos de investimento. Sofre mais quem mais exporta para a China ou quem tem dinheiro investido na economia chinesa donde poderá retirar menores ganhos. E, nesta lista, destacam-se países como EUA, Japão, Singapura ou Coreia do Sul, que estão entre os maiores investidores na China. Mas, na linha da frente, estão igualmente países cujas exportações estão mais dependentes do mercado chinês, como é o caso de vários fornecedores de matérias-primas ou petróleo (ver gráficos).

Quando se olha para a onda de choque da turbulência financeira nunca é possível prever, com exatidão, os mercados potencialmente mais afetados, quer em termos geográficos, quer por tipo de ativo. O que se conhece são as consequências dos crashes bolsistas de agosto do ano passado. E o contágio tende a acontecer em países com mais negócios na China ou em mercadorias como combustíveis (como petróleo ou refinados) que são fortemente dependentes da procura chinesa.

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