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Carris e Metro. Governo negoceia anulação de concessões a mexicanos

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Na reunião que a equipa do Ministério do Ambiente manteve esta sexta-feira com os mexicanos da ADO-Avanza, relacionada com a anulação da subconcessão da Carris e do Metropolitano de Lisboa, o Governo pediu três semanas para avaliar todas as implicações legais.

A equipa do Ministério do Ambiente manteve esta sexta-feira uma reunião formal com o grupo mexicano ADO-Avanza, que tinha ganho a subconcessão da gestão da Carris e do Metropolitano de Lisboa - um contrato de 1075 milhões de euros - para abordarem as questões relacionadas com a anulação deste contrato. O Governo pediu à ADO-Avanza que aguarde três semanas para serem avaliadas as eventuais implicações jurídicas desta anulação.

As autoridades mexicanas e a Embaixada do México em Portugal já tinham formalizado o protesto contra esta decisão do Governo, porque viola o espírito do acordo firmado pelos dois Estados (Portugal e México) de proteção recíproca dos investimentos e das actividades económicas desenvolvidas por empresas e grupos de cada país no território "parceiro".

O valor total do contrato que foi anulado ao grupo ADO-Avanza é de 1075 milhões de euros, sendo um dos maiores valores contratualizados no sector dos transportes na União Europeia. Este contrato previa que a ADO-Avanza utilizaria a sua estrutura em Portugal para efetuar novos investimentos em vários países da Europa, desenvolvendo novas oportunidades de negócio no sector dos transportes.

O objetivo dos mexicanos era desenvolver as competências de gestão instaladas em Lisboa para investir no sector europeu de forma a conquistarem uma posição de liderança na área da mobilidade urbana.

Para esse efeito, os mexicanos da ADO-Avanza tinham firmado um Memorando de Entendimento com o Governo de Portugal - e que acompanhou os contratos de subconcessão da Carris e do Metropolitano,

O Estado português pagaria 625 milhões de euros pela gestão da Carris e 450 milhões de euros pela gestão do Metropolitano de Lisboa, o que, segundo o Governo anterior, representaria uma poupança de 215 milhões de euros em relação aos atuais custos de gestão das duas empresas.