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TAP. Segunda reunião entre Governo e compradores foi “muito positiva”

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Executivo confirma o encontro esta quinta-feira com Humberto Pedrosa e David Neeleman e adianta que “as negociações vão continuar”

Governo e novos donos da TAP voltaram hoje às negociações. O ministério do Planeamento e Infraestruturas confirma ter havido uma reunião esta quinta-feira, que durou pouco mais de uma hora, e “considera muito positiva a forma como decorreu” a mesma, assegurando ao Expresso que “as negociações vão continuar”.

Esta segunda reunião aconteceu três semanas depois do primeiro encontro formal entre as partes. A meio de dezembro, a saída daquela que foi a primeira tentativa de negociação, o empresário Humberto Pedrosa afirmou que os projetos do Governo são diferentes da estratégia que o consórcio Atlantic Gateway, que comprou 61% do capital da TAP, pretende desenvolver na TAP. “Os dois projetos não casam, porque querem ambos ser maioritários na TAP”, disse na altura. Mais tarde, o primeiro-ministro veio dizer que o Estado voltará a ter a maioria do capital da companhia aérea “a bem ou a mal”.

Esta quinta-feira, depois de ter estado na apresentação dos resultados de tráfego da ANA, no Aeroporto de Lisboa, o ministro Pedro Marques regressou ao ministério do Planeamento e das Infraestruturas, onde recebeu os novos acionistas da TAP, Humberto Pedrosa e David Neeleman. O secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme d’Oliveira Martins, também participou no encontro.

Sublinhe-se que caso não haja entendimento em relação a um ajuste (para os 49%), conforme pretende o Governo, poderá ainda haver um acordo quanto à decisão de nacionalização da empresa, negociando-se uma saída total dos novos acionistas, sem necessidade de recorrer a instrumentos jurídicos. Devolvendo ao consórcio o que já investiu na TAP (180 milhões de euros) até agora, mais o sinal de 10 milhões de euros pagos ao Estado). Sem acordo, porém, o Estado terá ainda de indemnizar os compradores com base nas projeções e expectativas de remuneração e mais-valias que obteriam depois de toda a dívida da companhia aérea estar paga.