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Pharol processa Deloitte, antiga auditora externa PT

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Deu entrada no Tribunal Judicial de Lisboa uma ação de responsabilidade contra a Deloitte, por violação dos deveres contratuais enquanto auditora externa da Pharol, antiga PT. Em causa estão os prejuízos provocados pela aplicação de €897 milhões na falida Rioforte, empresa do Grupo Espírito Santo

Além da Deloitte são também processados outras entidades da rede da auditora "por violação dos deveres contratuais" e que "foram causa adequada dos prejuízos sofridos com as aplicações em instrumentos de dívida emitidos por sociedades integrantes do GES", lê-se no comunicado publicado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A Pharol pede nesta ação uma indemnização correspondente à diferença entre os 897 milhões de euros e o valor que a empresa vier a receber no âmbito do processo de insolvência da Rioforte, bem como os demais danos que vierem a apurar.

Não é primeiro processo com que a Pharol avança por causa do investimento da PT na Rioforte, poucos meses antes da empresa entrar em falência e o GES colapsar. Em outubro de 2015 entraram já ações contra o ex-presidente da PT Henrique Granadeiro e os ex-administradores financeiros da PT e do BES Luís Pacheco de Melo e Amílcar Morais Pires, respetivamente.

Nesta altura, a Pharol avisava que iria avançar com mais processos. Agora volta a avisar: "não fica prejudicado o direito de a Pharol vir a outros administradores eleitos para o triénio 2012/2014". Zeinal Bava só saiu da PT SGPS em 2013 para se tornar então presidente da brasileira Oi, e já foi admitido que não está excluído um processo contra ele.