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Novo Banco. Gigante americano contesta em tribunal decisão do Banco de Portugal

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FOTO JOSÉ CARLOS CARVALHO

A Pimco, uma das maiores gestoras de ativos do mundo pretende reverter a decisão do Banco de Portugal que causa perdas aos detentores de cinco obrigações séniores do Novo Banco. A Pimco, o segundo mais prejudicado com esta decisão, classifica a decisão como agressiva e radical.

A Pimco, uma das maiores gestoras de ativos do mundo, vai contestar legalmente a decisão do Banco de Portugal que penaliza os investidores de cinco emissões de obrigações seniores do Novo Banco.

Philippe Boderau, diretor-geral e gestor de carteira no escritório de Londres da Pimco disse ao Expresso em entrevista telefónica que o objetivo é tentar reverter a decisão ou obter uma compensação.

Boderau, que é também o responsável a nível global por análise financeira da gestora de fundos norte-americana, classifica a decisão do Banco de Portugal como agressiva e diz que constitui um mau precedente, pelo que não resta outra possibilidade à Pimco senão contestá-la em todos os países onde o possa fazer.

Afirma que a Pimco foi surpreendida pela decisão e que não compreende a opção do Banco de Portugal, que penaliza sobretudo investidores institucionais estrangeiros, sem qualquer margem para negociação.

A Pimco, uma das maiores gestoras de fundos de obrigações do mundo, é o segundo investidor mais penalizado pela decisão do Banco de Portugal anunciada a 29 de dezembro.

Segundo dados da Bloomberg, as perdas para a Pimco poderão chegar a 228,6 milhões de euros, o montante que a gestora terá aplicado em três das cinco emissões de obrigações seniores que foram transferidas para o banco mau que resultou da resolução do Banco Espírito Santo.