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Europa abre no vermelho. Lisboa segue tendência negativa

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Amesterdão lidera as quedas na Europa, depois do conjunto da Ásia ter fechado no vermelho, apesar da recuperação nas bolsas chinesas. Índice PSI 20, da bolsa portuguesa, inicia sessão com um recuo de 0,9%. Abrandamento da China e riscos geopolíticos atormentam investidores

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas europeias abriram em terreno negativo esta quarta-feira. O índice AEX, de Amesterdão, liderava as quedas pelas 8h15 (hora portuguesa) com um recuo de quase 1% e o índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, perdia cerca de 0,9%. Os futuros em Wall Street continuam também no vermelho, com quedas de 1%, o que indicia a abertura em terreno negativo em Nova Iorque pelas 14h30 (hora portuguesa).

A Ásia Pacífico fechou, globalmente, com perdas, apesar das bolsas de Xangai e Shenzhen terem recuperado, com os índices compostos a subirem mais de 2%, deixando para trás duas sessões de quedas. O início do ano financeiro ficou marcado pela derrocada das bolsas chinesas na segunda-feira e por uma onda de contágio mundial nesse dia que gerou uma perda de 2% no índice MSCI para todos os países.

As quedas acima de 1% na Ásia Pacífico registaram-se hoje em Sidney, Hong Kong, Tóquio e Taipé, com o índice ASX 200 australiano a liderar as perdas com um recuo de 1,18%.

No mercado petrolífero, o preço do barril de Brent, a variedade europeia de referência internacional, poderá estar a caminho de novos mínimos de mais de sete anos abaixo de 36 dólares. O mínimo desde o início de dezembro de 2008 está em 33,73 dólares registado a 26 daquele mês. O mínimo de 2015 verificou-se a 22 de dezembro com o Brent a cotar-se em 35,26 dólares. Pelas 8h (hora portuguesa) de hoje, o preço do barril de Brent desveu para 35,5 dólares.

Os dados sobre o andamento da economia chinesa a partir dos índices PMI (que refletem a opinião dos decisores de compras de fornecimentos) não são tranquilizadores. Esta quarta-feira foi divulgado pela revista financeira chinesa Caixin o índice PMI para os serviços que desceu pelo 17º mês consecutivo, ainda que se mantenha em terreno de expansão, mas já muito perto da linha vermelha. Esta desaceleração nos serviços junta-se ao aprofundamento da contração no sector industrial, conforme foi evidenciado pelo índice PMI para a indústria manufatureira publicado na segunda-feira.

Na Europa, a ausência de descolagem da inflação na zona euro em dezembro questiona o efeito dos quase 660 mil milhões de euros injetados até 25 de dezembro do ano passado pelo Banco Central Europeu no âmbito dos seus três programas de compra de ativos. A zona euro deverá fechar 2015 com uma inflação anual de 0,5%, segundo as previsões do Fundo Monetário Internacional.

O "sentimento" dos investidores financeiros está, também, marcado pelo desenrolar do conflito diplomático entre a Arábia Saudita e o Irão e pela notícia desta quarta-feira de que a Coreia do Norte realizou um teste de uma bomba de hidrogénio. São factos que aumentam o risco geopolítico.

Fruto do contágio chinês de início do ano, o índice MSCI para a Europa já perdeu 3,2% esta semana, a quebra mais importante entre as três principais "regiões" financeiras (EUA, Ásia Pacífico e Europa). Aquele índice perdeu 8,59% em 2014 e 5,32% em 2015 depois de ter ganho mais de 37% nos dois anos anteriores.

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    “O primeiro teste com bomba de hidrogénio da República foi realizado com sucesso às 10h do dia 6 de janeiro, baseado na determinação estratégica do Partido dos Trabalhadores”, anunciou a televisão estatal norte-coreana. O teste foi encomendado pessoalmente pelo Presidente Kim Jong-un e aconteceu dois dias antes do seu aniversário

  • As bolsas de Xangai e Shenzhen fecharam esta quarta-feira com ganhos superiores a 2%, mas as restantes principais praças financeiras da Ásia Pacífico registaram perdas. Moeda chinesa desvalorizou 0,5% na sessão chinesa de hoje, uma depreciação similar à ocorrida desde final de 2015. Preços de matérias-primas em queda