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Inflação na zona euro mantém-se sem alteração em dezembro

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A taxa de inflação dos preços no consumidor no espaço da moeda única manteve-se em 0,2% no último mês de 2015, abaixo das expectativas dos analistas, e num nível similar ao do mês anterior, segundo a estimativa preliminar do Eurostat

Jorge Nascimento Rodrigues

A inflação anual da zona euro em dezembro de 2015 manteve-se em 0,2%, segundo divulgou esta terça-feira o Eurostat, o organismo de estatísticas da União Europeia. Trata-se de uma estimativa preliminar. Nova previsão será publicada a 19 de janeiro, dois dias antes da reunião sobre política monetária do Banco Central Europeu (BCE).

A variação homóloga do índice de preços no consumidor manteve-se similar à de novembro, abaixo das expectativas dos analistas que apontavam para 0,3%.

A inflação subjacente (não incluindo a energia, alimentação, álcool e tabaco) manteve-se em 0,9%, similar à do mês anterior. A expetativa dos analistas é que subisse para 1%.

As duas componentes do indicador que mais subiram em dezembro foram a dos serviços (preços subiram 1,1%) e dos alimentos processados, álcool e tabaco (mais 0,8%), que, no entanto, registaram subidas inferiores às verificadas no mês anterior.

O impacto negativo nos preços no consumidor na zona euro continua a ser gerado pela componente da energia. Os preços recuaram 5,9% em dezembro. Contudo, uma redução inferior à registada em novembro, quando desceram 7,3%.

A inflação na zona euro continuou sem conseguir descolar em 2015 e mantem-se muito perto de 0%.

Na segunda-feira, os analistas ficaram surpreendidos com a descida da inflação anual em dezembro na Alemanha, a principal economia da União Europeia e da zona euro. Os analistas esperavam uma subida de 0,3% em novembro para 0,4% no mês seguinte, mas a taxa desceu para 0,2%. No caso de Itália sucedeu o mesmo. Segundo os dados hoje divulgados, a inflação anual em dezembro desceu para 0,1%, quando os analistas esperavam uma subida de 0,2% em novembro para 0,4% no mês seguinte.

Apesar do BCE ter injetado quase 660 mil milhões de euros na zona euro através dos três programas de compra de ativos que tem em curso, a inflação ainda não descolou em 2015. No entanto, saiu da zona de deflação em que esteve no primeiro trimestre do ano e em setembro. O impacto da quebra dos preços de energia tem sido determinante no processo de desinflação. O preço do barril de Brent, a variedade europeia, caiu mais de 30% em 2015.