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Espanhóis e tunisinos investem no México através de Portugal

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Os acordos de proteção mútua dos investimentos firmados entre Portugal e o México levaram grupos estrangeiros a investir no mercado mexicano através de empresas portuguesas

A reação do Governo do México manifestada formalmente ao Governo português através do embaixador em Lisboa, Alfredo Pérez Bravo, contra a "possibilidade de virem a ser anuladas" as subconcessões da Carris e do Metro "legitimanente ganhas em concursos pelo grupo mexicano ADO-Avanza", tem vindo a ser acompanhada por vários exemplos de investimentos portugueses concretizados no México, que tem acolhido os projetos empresariais contratualizados no mercado mexicano. O mais recente exemplo foi apresentado no início desta semana ao Expresso e relaciona-se com investimentos feitos por grupos espanhois e tunisinos, através das empresas que montaram em Portugal. No caso do grupo de capitais espanhóis, trata-se do investimento de 20 milhões de euros da Copo Textile México, que produz têxteis para o sector automóvel.

O diretor-geral, Pedro Silva, explica que "o grupo Copo é controlado por capitais espanhóis", mas é "através da sua sucursal portuguesa que está a investir e desenvolver o projecto em Leon Guanajuato, no México".

"Tanto o director de fábrica, como a directora de qualidade e o director de logística são portugueses, havendo igualmente vários outros elementos portugueses a acompanhar o projecto", refere Pedro Silva.

O gestor refere ainda o caso de outro grupo estrangeiro, a Coficab (do grupo tunisino Elloumi, com fábrica e centro de desenvolvimento montando na Guarda em 1993) que produz cablagens para o sector automóvel e que que também tem um português à frente da fábrica do México", um investimento que concretizou em 2015.

Sobre os projetos mútuos, de investimento português no México e mexicano em Portugal, as autoridades mexicanas "confiam que será mantido o interesse comum ao desenvolvimento das relações económicas entre o México e Portugal".