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Bolsas. China continua a cair, mas muito muito menos

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A maré vermelha continuou esta terça-feira na Ásia Pacífico, mas com muito menos intensidade. O índice para a região caiu 0,4% face a 2,3% no dia anterior que foi marcado pela derrocada bolsista chinesa

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas de Xangai e Shenzhen voltaram a fechar esta terça-feira no vermelho. Contudo a queda do índice composto de Xangai foi muito ligeira, recuando 0,26%. A quebra foi mais acentuada em Shenzhen, com o índice composto a perder 1,86%. Esta descida em Shenzhen foi a maior na Ásia Pacífico. A segunda maior queda do dia registou-se com o índice ASX 200 de Sidney, que perdeu 1,63%.

No conjunto, a “região” da Ásia Pacífico fechou hoje a perder 0,4%, face a uma quebra de 2,33% no dia anterior marcado pela derrocada bolsista em Xangai e Shenzhen, com os índices compostos a perderem 6,86% e 8,22% respetivamente, fazendo lembrar agosto de 2015.

No vermelho fecharam esta terça-feira as duas bolsas chinesas, Sidney na Austrália, Tóquio no Japão, Taipé em Taiwan e Hong Kong, entre as mais importantes da Ásia. O índice Nikkei 225 perdeu 0,42% e o Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,69%. O índice Kospi de Seul encerrou em terreno positivo, com um ganho de 0,61%. Nos mercados de fronteira (mercados que ainda não foram graduados para o estatuto de economias emergentes) asiáticos, as bolsas registavam ganhos.

Os analistas salientam a tentativa de recuperação durante a tarde nas bolsas chinesas no sentido de inverter a trajetória negativa acentuada entre o meio dia e a 13h10 (horas locais), quando, por exemplo, o índice composto de Xangai estava a perder 3,1%. Nos índices das principais cotadas, a inversão foi conseguida: o A50 (das cinquenta principais cotadas com ações de tipo A) acabou por fechar com ganhos de 0,74% e o CSI 300 (das trezentas principais cotadas nas duas bolsas chinesas) também encerrou a sessão a subir 0,28%. No entanto, nos índices compostos de Xangai e Shenzhen o objetivo não foi alcançado.

O banco central da China, o Banco Popular da China, injetou esta terça-feira 130 mil milhões de yuan (cerca de 18 mil milhões de euros) através de operações no mercado e os operadores indicam que, também, interveio para estabilizar a divida chinesa. A intervenção de hoje foi a maior desde setembro. A Bloomberg refere que fundos estatais compraram ações nas bolsas. A entidade reguladora dos mercados financeiros publicou um comunicado referindo que continuará a melhorar o sistema automático de suspensão temporária e de cancelamento da sessão que foi aplicado, pela primeira vez, na segunda-feira, quando as derrocadas ultrapassaram 5% e depois o limiar vermelho de 7%.

Aquando do fecho da sessão asiática, o preço do petróleo de Brent estava a descer 0,05% e o preço da variedade norte-americana subia 0,45%.

O Tesouro japonês colocou esta terça-feira 2,4 biliões de ienes (cerca de 18 mil milhões de euros) em obrigações a 10 anos pagando uma taxa de remuneração média aos investidores inferior à registada na operação similar anterior. A taxa foi de 0,254% contra 0,32% na operação anterior. A procura foi muito elevada, superior em 3,25 vezes ao montante colocado, nesta primeira operação do ano que se seguiu ao pânico financeiro global gerado ontem pelo contágio da derrocada bolsista chinesa. Na quinta-feira, o Tesouro nipónico realizará um leilão de obrigações a 30 anos.

  • Os índices de pânico bolsista subiram significativamente na China e na Europa. Frankfurt, Estocolmo, Amesterdão, Milão e Tóquio foram as bolsas mais afetadas pelo contágio da derrocada chinesa. Em duas horas, à tarde, o preço do petróleo caiu de um máximo para um mínimo do dia. Derrocada chinesa custou 2% às bolsas mundiais