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Contágio chinês chega a Wall Street. Preço do petróleo a subir mais de 3%

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As bolsas de Nova Iorque iniciaram no vermelho esta segunda-feira. Cinco minutos depois de Wall Street abrir, o Dow Jones já recuava 2%. Contágio chinês na Europa está a afetar sobretudo a bolsa de Frankfurt, que está a cair mais de 4%. Preço do Brent subiu para 38,5 dólares

Jorge Nascimento Rodrigues

O contágio chinês atingiu esta segunda-feira as bolsas de Nova Iorque, que iniciaram a sessão às 14h30 (hora de Portugal). Wall Street e Nasdaq abrem no vermelho. Cinco minutos depois da abertura, o índice Dow Jones 30 já recuava 2%. Agora, os três principais índices bolsistas caem mais de 2%.

Na Europa, onde o contágio chinês chegou primeiro, entre as principais bolsas, o índice Dax da bolsa de Frankfurt lidera as quedas com um recuo de mais de 4%. O índice Eurostoxx 50 (das cinquenta principais cotadas da zona euro) está a descer mais de 3,5%. O índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, cai mais de 2%.

Pânico financeiro desponta

Uma subida significativa da volatilidade nos mercados financeiros está a marcar o dia, mas está, ainda, longe dos valores atingidos no período de 24 a 26 de agosto do ano passado durante a crise bolsista chinesa. Os índices VIX permitem medir o pânico financeiro.

O índice de pânico para a China (VXFXI da CBOE) saltou de 27,02 dólares no final de 2015 para um máximo de 32,69 durante a sessão chinesa desta segunda-feira fechando em 32,32 dólares, um aumento de 19,6% em relação ao final do ano passado. Na crise agosto do ano passado, este índice VIX chagou a subir para 55 dólares a 28 de agosto.

No caso da Europa, o índice VIX ligado ao Eurostoxx 50 (VSTOXX) já subiu até 27,71 euros ao início da tarde na sessão europeia, depois de ter fechado em 22,17 a 30 de dezembro. Atualmente, sobe quase 22% em relação ao fecho de 2015. Na crise de agosto do ano passado, o VSTOXX atingiu um pico de 46 euros a 24 de agosto.

Esta primeira sessão bolsista de 2016 está a ser marcada pela derrocada nas duas bolsas chinesas, com o índice composto de Xangai, a quarta mais importante bolsa do mundo em capitalização, a fechar com uma perda de quase 7%. A derrocada desta segunda-feira fez regressar o fantasma da crise bolsista de agosto do ano passado que provocou naquele mês uma perda mundial de 5,5 biliões de dólares nas bolsas de todo o mundo. O crash chinês tornou agosto o pior mês de 2015.

As duas bolsas chinesas encerraram hoje automaticamente quando a derrocada ultrapassou a linha vermelha dos 7%, inaugurando logo no primeiro dia do ano esse novo mecanismo tendente a evitar o pânico extremo que se observou em agosto do ano passado. As duas bolsas chinesas fecharam, por isso, muito antes da hora de encerramento, ao início da tarde (hora local) em Xangai e Shenzhen.

Os mais contagiados

O contágio chinês desta segunda-feira atingiu sobretudo Tóquio (com o índice Nikkei 225 a perder 3,06%), Hong Kong (com o índice Hang Seng a recuar 2,68%) e Taipé (com o índice geral de Taiwan a descer 2,68%) na Ásia, cuja sessão já fechou. Na Europa, o principal impacto está a sentir-se em Frankfurt, com o índice Dax a cair mais de 4%.

O risco geopolítico regressou hoje aos mercados financeiros com o conflito diplomático grave entre a Arábia Saudita e o Irão e com a divulgação, pela Reuters, de que um grupo terrorista do Estado Islâmico teria atacado o porto estratégico líbio de Sidra onde o importante terminal petrolífero - que tem estado encerrado - é controlado por uma fação líbia reconhecida internacionalmente.

O preço do barril de petróleo de Brent, a variedade europeia de referência internacional, tem registado esta segunda-feira alguma volatilidade.

O preço do barril subiu para mais de 38 dólares no início da sessão asiática, tendo, depois, descido para 37 dólares pelas 9h15 (hora de Portugal) já na sessão europeia, e voltado a subir para mais de 38,5 dólares agora. Em relação ao fecho de 2015, em 37,28 dólares, o preço do Brent está a subir mais de 3% neste momento. Mas o preço já variou entre 37 e 39 dólares por barril esta segunda-feira, com flutuações significativas.